EUA confirmam primeiro caso da variante Ômicron

Infectado tem histórico de viagem para a África do Sul, testou positivo para Covid-19 no último dia 29, apresenta sintomas leves e está em quarentena

Foto de ilustração sobre a variante Ômicron do coronavírus
Foto de ilustração sobre a variante Ômicron do coronavírus Reuters/Dado Ruvic

Jacqueline HowardKaitlan CollinsBetsy Kleinda CNN

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O primeiro caso confirmado nos Estados Unidos da variante do coronavírus Ômicron foi identificado no estado da Califórnia nesta quarta-feira (1º).

Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, o imunologista Anthony Fauci afirmou que o caso confirmado foi identificado em uma pessoa que viajou para África do Sul em 22 de novembro e testou positivo para Covid-19 em 29 de novembro.

A pessoa que contraiu a variante, segundo Fauci, está em quarentena e contatos próximos testaram negativo para o coronavírus até agora.

A pessoa foi totalmente vacinada e está apresentando “sintomas leves, que estão melhorando”, disse Fauci. Questionado pela CNN se o caso confirmado recebeu uma dose de reforço, Fauci disse: “Que eu saiba, não.”

Os Departamentos de Saúde Pública da Califórnia e de São Francisco e os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA confirmaram que o caso foi causado pela variante Ômicron por meio de sequenciamento genômico realizado na Universidade da Califórnia em São Francisco e confirmado com o CDC.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a Ômicron como uma “variante de preocupação”. Em um resumo técnico divulgado esta semana, a OMS observou que a variante representa um risco global “muito alto”.

A variante foi identificada pela primeira vez por cientistas na África do Sul e, desde então, foi detectada em vários países. Os cientistas estão trabalhando para determinar o quão transmissível é a variante, quão doente ela torna as pessoas e quanto as vacinas atuais funcionam contra ela.

Até que mais informações sejam obtidas sobre a variante, os Estados Unidos restringem viagens da África do Sul e outros sete países.

Nesta segunda, o presidente Joe Biden afirmou que a variante é “motivo de preocupação, não de pânico”, dizendo que “teremos de enfrentar essa nova ameaça da mesma forma que enfrentamos aqueles que vieram antes dela”.

Até que mais informações sejam obtidas sobre a variante, os Estados Unidos restringem viagens da África do Sul e outros sete países. As autoridades de saúde estão pedindo às pessoas que sejam vacinadas contra a Covid-19 ou que tomem uma dose de reforço, se forem elegíveis.

Outras medidas como máscaras, lavagem das mãos, distanciamento físico e ventilação ainda funcionarão contra a variante Ômicron. A variante Delta do coronavírus continua sendo a variante dominante globalmente e nos Estados Unidos.

(Este texto é uma tradução. Para ler o original, em inglês, clique aqui)

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