Eventos adversos da vacina são menos prejudiciais do que a Covid-19, diz médico

Alberto Chebabo afirma que insistência no assunto confunde a população sobre a imunização

Douglas Portoda CNN

em São Paulo

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O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, declarou, nesta sexta-feira (14), em entrevista à CNN, que possíveis eventos adversos relacionados à vacina contra a Covid-19 são menos prejudiciais à saúde do que a própria doença.

“Qualquer evento adversos relacionados à essas vacinas, já está mais do que comprovado e claro, até porque a gente já aplicou milhões de doses de vacinas no mundo, que eles são muito menos prejudiciais à saúde, inclusive das crianças, do que a própria doença”, explicou Chebabo.

“A vacina é uma doença controlada. É claro que uma pessoa vacinada por apresentar febre, sintoma de dor de cabeça, ficar cansada entre 24 h e 48 h. Mas a doença causa isso inúmeras vezes mais grave”, continuou.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, na última quinta-feira (13), ao receber a primeira remessa de imunizantes da Pfizer para a vacinação infantil, que não há notificações de eventos adversos maiores após o começo da vacinação para a faixa etária nos Estados Unidos.

“Portanto, até o que sabemos no momento, existe segurança atestada não só pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], mas por outras agências regulatórias para aplicação dessas vacinas, e elas estão aqui no Brasil”, acrescentou.

Para Chebabo, a insistência em declarações sobre eventos adversos confundem a população. “Ao mesmo tempo que a gente fala que é importante, amplia o discurso do evento adverso. É claro que temos de ficar atentos a todos os eventos adversos, é para isso que existe uma vigilância pós-vacina”, explica.

 

 

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