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    Febre maculosa: Infectologista pede atenção das pessoas com o carrapato-estrela

    À CNN Rádio, o infectologista Julio Croda alertou que o diagnóstico da doença é “muito difícil”

    Carrapato-estrela, transmissor da bactéria causadora da Febre Maculosa
    Carrapato-estrela, transmissor da bactéria causadora da Febre Maculosa Jerry Kirkhart/Wikimedia

    Amanda Garciada CNN

    O diagnóstico para a febre maculosa é “muito difícil” e, por esse motivo, as pessoas “têm de ficar atentas à exposição ao carrapato-estrela.”

    O alerta foi feito pelo infectologista Julio Croda, em entrevista à CNN Rádio.

    Três mortes por febre maculosa foram confirmadas no estado de São Paulo pelo Instituto Adolfo Lutz.

    A doença é transmitida pela picada do carrapato e causada por bactéria do gênero Rickettsia.

    “Há regiões que são mais propensas à ocorrência de casos, como Campinas, em São Paulo”, lembrou.

    Dessa forma, Croda afirma que é essencial que as pessoas informem na unidade de saúde que estiveram em área aberta, foram picados e relatem qual o sintoma.

    “Assim, o médico poderá iniciar o tratamento”, que é feito com antibióticos.

    O infectologista recomenda que as pessoas que precisem ir a áreas com presença do carrapato usem calças e repelentes, além de fazer uma inspeção na pele para a existência de carrapatos.

    A evolução dos sintomas é rápida e a letalidade é elevada, “entre 10 e 20% daqueles que adquirem a doença e não são tratados.”

    Comparativamente, a Covid-19, no início da pandemia e antes da vacinação, tinha letalidade entre 3 e 5%.

    Croda defende que é necessária uma vigilância ativa e ambiental para “verificar a expansão do carrapato e, assim, orientar a população desses locais”.

    *Com produção de Isabel Campos