Fim de ano e carnaval contribuíram para recorde de Covid-19, diz infectologista

Para Marcus Lacerda, da Fiocruz-AM, "quantidade de infectados possivelmente é muito maior"

Da CNN, em São Paulo

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Alguns fatores ajudam a explicar o recorde diário de casos e mortes por Covid-19 no Brasil, explica o infectologista da Fundação Oswaldo Cruz Amazonas (Fiocruz-AM) Marcus Lacerda, em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (11).

“A gente tem uma confluência de fatores: a imunidade das pessoas caindo, novas variantes com possibilidade de infecção muito maior e pessoas exaltas das medidas de controle e distanciamento social. Certamente, as festas de fim de ano e o carnaval contribuíram muito para isso”, enumera.

Ele conta que uma pessoa na UTI no Brasil fica internada em média de duas a três semanas, o que faz com que demore a liberar vagas em leitos no sistema de saúde. “Essas mortes estão refletindo o que aconteceu nas últimas semanas. A quantidade de infectados, possivelmente, é muito maior e o reflexo disso não é animador”. 

Lacerda defende que é preciso fazer mais do que abrir leitos. “É hora de os governantes se mobilizarem para não só fazer hospitais de campanha, mas treinar os profissionais para que saibam operar os equipamentos e dar o suporte”.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

 

(Publicado por Sinara Peixoto)

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