Fiocruz avalia pedir nesta quinta-feira (7) uso emergencial da vacina de Oxford

Pesquisadores da fundação e representantes da Anvisa terão reunião virtual na tarde de hoje

Thayana Araujo e Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro

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A Fiocruz confirmou à CNN que pode fazer ainda nesta quinta-feira (7) o pedido para o uso emergencial da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. Uma reunião está marcada para às 14 horas de hoje entre os pesquisadores da fundação e a Anvisa. O encontro será por videoconferência.

Vice-presidente de produção e inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger confirmou à CNN que o pedido aconteceria até esta sexta-feira (8), mas deve ser antecipado e a demanda acontecer ainda hoje.

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Tubo de ensaio rotulado como de vacina em frente ao logo da AstraZeneca
Tubo de ensaio rotulado como de vacina em frente ao logo da AstraZeneca em foto de ilustração (09/09/2020)
Foto: REUTERS/Dado Ruvic

 À CNN, o vice-presidente afirmou que detalhes burocráticos estavam sendo resolvidos. “O plano [para o pedido emergencial] é conservador e feito com muita segurança, por isso a demora com o registro”, explicou.

Em paralelo, a Fiocruz concluiu, na terça-feira (5), a aquisição e distribuição de 2 milhões de doses extra do imunizante produzido pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford. O valor total do acordo é de R$ 59.400.000. O governo brasileiro confirma que a importação vai acontecer e prevê que as doses devam chegar ainda neste mês.

Marco Krieger voltou a confirmar que o registro regular do imunizante corre paralelamente ao pedido provisório e será concluído em qualquer cenário. “Vamos adicionalmente pedir o uso emergencial, mas a ideia é ter a autorização permanente da vacina o quanto antes”, afirmou o vice-presidente.

A Fiocruz pretende entregar os documentos finais para o registro da vacina de Oxford no Brasil até 15 de janeiro. Para Krieger, o envio dos últimos dados pode ser feito antes do dia planejado. Segundo ele, o processo “andou muito bem”.

A Fiocruz prevê produzir 100 milhões de doses da vacina a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado ainda no primeiro semestre. No segundo semestre, mais 110 milhões de doses devem ser produzidas inteiramente no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), vinculado à fundação.

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