Fiocruz deve cumprir em agosto entrega de 100 milhões de doses ao PNI

Vacina de Oxford/AstraZeneca é a mais aplicada no país, segundo Ministério da Saúde

Thayana Araujo e Pauline Almeida, da CNN, no Rio de Janeiro

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A Fiocruz está a um mês da meta de entregar 100 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Restam pouco menos de 30 milhões de unidades para o número ser alcançado.

Segundo o Ministério da Saúde, das 115 milhões de doses aplicadas no Brasil, 46,6% são da vacina Oxford/AstraZeneca. É a mais usada no país de acordo com os dados registrados no sistema Localiza SUS.

 
  
Nesse sábado (17), a Fundação Oswaldo Cruz recebeu uma nova remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção da vacina Covid-19. Cerca de 10 milhões de doses serão processadas na fábrica de Biomanguinhos, na zona norte do Rio. A carga veio importada da China e vai garantir entregas no mês de agosto.    

“A nossa capacidade de produção está alcançando o que foi previsto. A Fiocruz vai honrar o acordo de encomenda tecnológica do Ministério da Saúde e vai entregar 200 milhões de doses previstas até o final do ano”, destaca Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz.

Vacina contra Covid-19
Doses da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca
Foto: Gabriel Haesbart/Ishoot/Estadão Conteúdo (1º.jun.2021)

Na última sexta-feira (16) a Fiocruz liberou 4,5 milhões de doses aos municípios brasileiros. Com essa última entrega, já são 70,4 milhões de vacinas de Oxford-Astrazeneca produzidas no Instituto de Tecnologia Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) e entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

O Instituto Bio-Manguinhos se prepara para produzir o IFA nacional e garantir autonomia das importações. Todo o processo de fabricação começou no mês passado após o fechamento do acordo de transferência de tecnologia, assinado no início de junho com os responsáveis pelo desenvolvimento da vacina. As primeiras vacinas 100% nacionais devem chegar aos postos de imunização no último trimestre do ano. 

Enquanto os insumos nacionais ainda não são uma realidade, a Fundação Oswaldo Cruz fechou um novo contrato com a Astrezeneca para a importação da matéria-prima necessária para 70 milhões de doses. As novas remessas de IFA devem ser enviadas entre agosto e setembro e vão impedir novas pausas na produção. 

O Brasil começou a receber a vacina AstraZeneca por meio de um acordo com o Instituto Serum, da Índia, em janeiro deste ano. Com mais de 70 milhões de doses entregues ao PNI, a Fiocruz tornou a Astrazeneca a principal vacina usada no Brasil, fato destacado por Margareth Dalcolmo. “Muita vantagem porque a vacina é aceita em todos os países, isso facilita o trânsito até que tenhamos a aprovação da Coronavac, o que nós esperamos que ocorra em breve”, apontou.

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