Fiocruz indica possível crescimento de casos de síndrome respiratória no Brasil

Quatro estados brasileiros registraram tendência de alta

Hospital Florianópolis, na capital de Santa Catarina
Hospital Florianópolis, na capital de Santa Catarina Foto: Eduardo Valente/Ishoot/Estadão Conteúod (1º.mar.2021)

Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro

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O boletim InfoGripe mais recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta uma possível retomada de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os dados, divulgados na quarta-feira (18), foram coletados até o dia 16 de agosto e projetam o cenário epidemiológico da pandemia de Covid-19 em todo território nacional.  

A análise da Fiocruz usa como referência as informações do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). É importante ressaltar que a maioria dos casos de SRAG são provenientes de pessoas que contraíram o novo coronavírus.

O levantamento mostra ainda que quatro das 27 unidades federativas apresentam tendência de alta no número de casos de SRAG há pelo menos seis semanas. São eles: Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. O estudo faz referência especial ao estado fluminense, que “apresenta sinal forte de crescimento”. Já em um curto período de tempo (últimas três semanas), outros 11 estados também já sinalizam uma alta nas contaminações. 

“Isso evidencia a necessidade de manutenção de medidas de mitigação da transmissão e proteção à vida. Tal situação pode manter o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, caso não haja nova mobilização por parte das autoridades e população locais”, alerta o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe. 

Apenas cinco apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo: Alagoas, Mato Grosso (que apresenta subnotificação de casos de SRAG no Sivep-Gripe em razão de sistema próprio de registro), Paraíba, Roraima e Tocantins. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 571 mil de brasileiros morreram em decorrência da Covid-19. No total, 20,4 milhões foram contaminados. Com o avanço da vacinação, a expectativa é uma redução na taxa de mortalidade. Segundo dados oficiais, 207 milhões de doses de imunizantes já foram distribuídas entre os estados brasileiros, sendo que 168 milhões foram aplicadas.

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