Governo não pode ficar passivo na aquisição de vacinas, diz ex-chefe da Anvisa

Médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa, Claudio Maierovitch avaliou situação brasileira no processo de produção e compras de imunizantes contra a Covid-19

Da CNN, em São Paulo
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Até esta terça-feira, 5 de janeiro, 48 países iniciaram a imunização de sua população contra a Covid-19. O Brasil, no entanto, manteve uma "postura passiva" nas negociações com os fornecedores para a compra de imunizantes e, por isso, ainda não tem uma data oficial para começar a vacinar a população. A avaliação é do médico sanitarista e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Claudio Maierovitch.

Em entrevista à CNN, o médico disse, nesta terça-feira, que o governo federal deveria ter tomado a iniciativa de procurar diversos fabricantes para agilizar o início da imunização no país, que também contaria com mais opções de vacinas.

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"Não adianta que o governo fique em uma posição passiva, dizendo que o interesse em vender a vacina é de quem produz, portanto, somos meros compradores, porque a situação não é essa. Estamos em uma emergência e o interesse em adquirir, distribuir e oferecer a vacina rapidamente é um interesse público brasileiro", afirmou Maierovitch à CNN.

Para ele, o processo de aprovação de um imunizante contra a Covid-19 pela Anvisa também poderia ser agilizado se o governo federal intermediasse a conversa entre a agência e as farmacêuticas.

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"O problema é que, aparentemente, não houve esforço para que esses diferentes fabricantes se interessassem em trazer a vacina pro Brasil e apresentassem logo os documentos para a Anvisa fazer o trabalho dela", disse o especialista.

Pessoa recebendo aplicação da vacina
Pessoa recebendo aplicação da vacina contra Covid-19
Foto: Reprodução/CNN

(Publicado por Daniel Fernandes)

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