Governo pede ajuda à China para liberar insumos farmacêuticos

Ministério da Economia pediu que a autoridades de Pequim facilitem liberação alfandegária de produtos

André Spigariol
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O Ministério da Economia solicitou na última quinta-feira (2) ao Ministério do Comércio da China que facilite a liberação alfandegária de exportações de insumos comprados pela indústria farmacêutica brasileira junto a fornecedores chineses. 

Em ofício ao qual a CNN teve acesso, o secretário de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, relata a Pequim que empresários brasileiros estão com dificuldades para concluir as operações. Ao todo, Brasília pede a liberação de mais de 3,3 toneladas em produtos. 

O secretário informa ao governo chinês que a falta dos produtos afeta a “fabricação de medicamentos importantes” e que os insumos  “deveriam chegar ao Brasil em breve”. “Isso afeta fortemente nossas indústrias farmacêuticas, que desenvolveram uma relação comercial bilateral duradoura com fornecedores chineses”, diz Troyjo. 

“Entendemos que esta é uma conjuntura crítica, na qual nossos países estão em uma missão difícil. No entanto, a parceria duradoura entre nossos ministérios me dá confiança na consideração especial a esse pedido”, apela. 

Na última terça-feira (8), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, entrou em contato com a embaixada da China no Brasil também para pedir ajuda com a aquisição de produtos médicos. Segundo Mandetta, cada contrato de compra junto a fornecedores na China será informado à sede diplomática chinesa.

O Ministério da Saúde acionou também o Ministério das Relações Exteriores para auxiliar as empresas brasileiras a conseguirem comprar insumos para as fábricas que produzem itens essenciais para o combate ao novo coronavírus.