H1N1: dá para prevenir? Entenda mais sobre a doença
Febre, dor de garganta, tosse e dor no corpo estão entre os sinais característicos da doença gripal

A H1N1 é um tipo de influenza A que pode ser encontrada em várias espécies de animais, inclusive nos seres humanos. A doença costuma circular no ar em estações mais frias do ano, como o outono e inverno, e teve seu principal surto em 2009, quando foi responsável por uma grande epidemia de gripe. Na época, de acordo com o Ministério de Saúde, a influenza foi identificada como "gripe suína".
A principal forma de transmissão da H1N1 é por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, tossir ou falar. Também pode ocorrer de forma indireta, após contato com superfícies contaminadas ou ao levar a mão com vírus à boca, nariz e olhos.
Sintomas de H1N1
A H1N1 tem sintomas característicos de uma influenza do tipo A, segundo o Ministério da Saúde:
- Febre;
- Dor de garganta;
- Tosse;
- Dor no corpo;
- Dor de cabeça.
Outros sintomas podem aparecer, como calafrios, mal-estar, dor muscular, dor nas juntas, prostração e secreção nasal excessiva. Em alguns casos, diarreia, vômito, rouquidão e olhos avermelhados podem surgir, apesar de serem sintomas menos comuns.
Como é feito o tratamento?
De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento da influenza pode ser feito com o uso do antiviral Fosfato de Oseltamivir, indicado para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e casos de Síndrome Gripal (SG) com condições ou fatores de risco para complicações. O tratamento com o medicamento deve ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.
Além disso, o repouso e a hidratação intensa são recomendações importantes para a total recuperação da H1N1. Para amenizar sintomas como febre e dor, podem ser indicados anti-inflamatórios não esteroides, como aspirina e ibuprofeno, segundo o Manual MSD. Paracetamol também é uma alternativa para o tratamento.
Como prevenir?
A principal forma de prevenção da H1N1 é a vacina da gripe. A imunização previne casos graves e óbitos e deve ser aplicada anualmente, devido à constante mutação dos vírus influenza. Por isso, todos os anos, o Ministério da Saúde realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe.
A vacina contra a gripe aplicada no SUS (Sistema Único de Saúde) durante a campanha de vacinação em 2026 é a trivalente. Ela protege contra três cepas diferentes do vírus, responsáveis pela maioria dos casos atualmente: a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. A campanha começou em 28 de março, deve seguir até maio e tem a missão de imunizar grupos prioritários, incluindo idosos (60+), crianças (6 meses a menores de 6 anos), gestantes e profissionais de saúde.
Na rede privada, é possível encontrar a versão quadrivalente do imunizante, ou seja, que protege contra quatro cepas: além das três citadas acima, protege também contra a influenza B.
Além da vacinação, outras medidas preventivas são importantes, como lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel; utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal; manter os ambientes bem ventilados; evitar locais aglomerados; usar máscaras; adotar hábitos saudáveis de alimentação e exercícios físicos.
*Com informações de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil

