Há entraves para estado e município comprar vacina, diz presidente de consórcio
Em entrevista à CNN Rádio, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, explicou a negociação para compra de 30 milhões de doses da Sputnik V

A compra de vacinas contra a Covid-19 por estados e municípios ainda enfrenta barreiras. Em entrevista à CNN Rádio nesta terça-feira (20), o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que é o presidente do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar), citou três impasses importantes que travam a aquisição.
Segundo ele, falta a regulamentação da Lei 14.124, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, para definir as regras de compra de doses pelos governos e prefeituras.
Gean Loureiro adiantou que há a previsão de que essa parte seja resolvida ainda nesta semana: “Na reunião de ontem com o secretário-executivo do Ministério ficou definido que hoje o consórcio apresenta uma proposta de regulamentação para ser analisada até sexta-feira.”
Outra questão importante é a logística de distribuição que, de acordo com o prefeito de Florianópolis, houve a sinalização do governo federal para “a possibilidade de apoio para armazenamento e transporte aéreo para os municípios”.
O terceiro ponto é relativo ao Programa Nacional de Imunização, que deverá negociar como funcionará o repasse de recursos e doses com os municípios que investirem para a compra.
Sputnik V
Segundo Gean Loureiro, o Consórcio tem a expectativa de que haja a liberação da vacina russa Sputnik V até a semana que vem, para concretizar a compra de 30 milhões de doses.
O prefeito de Florianópolis disse que o imunizante russo é o único que deu garantias de entregas rápidas ainda no primeiro semestre: “Mesmo que vacina não tenha ainda aprovação da Anvisa, podemos iniciar a negociação. A questão da vacina Sputnik é que foi a única que garantiu a entrega para o Consórcio de maneira mais rápida.”
Amanhã, o Fundo Soberano Russo deve divulgar um cronograma detalhado de entregas para os municípios que eventualmente adquiram as doses.
Uma equipe da Anvisa está na Rússia para inspecionar o laboratório de produção da Sputnik V e obter mais dados para uma eventual aprovação da vacina no Brasil.