Hipertireoidismo e hipotireoidismo: Kalil e convidadas explicam diferenças
Endocrinologistas explicam ao CNN Sinais Vitais as principais diferenças entre as disfunções da tireoide e alertam que nem todo sintoma indica problema na glândula
As disfunções da tireoide se dividem em duas manifestações principais: o hipotireoidismo, caracterizado pela queda na produção de hormônios, e o hipertireoidismo, marcado pelo excesso desses hormônios.
No CNN Sinais Vitais deste sábado (12), o Dr. Roberto Kalil recebeu as endocrinologistas Suemi Marui e Rosa Paula Biscolla. Elas explicaram as diferenças entre as duas condições e os impactos de cada uma no dia a dia das pessoas.
Segundo Suemi Marui, a distinção entre as duas condições está diretamente ligada ao nível de produção hormonal. "No hipotireoidismo, tudo está mais lento. O pensamento fica mais lentificado, pode ter ganho de peso, alteração na memória, o coração pode bater mais devagar", explicou.
Já no hipertireoidismo, o quadro é oposto: "Tudo vai ficar em excesso. Coração acelerado, irritabilidade, sudorese, nervosismo", completou.
Ganho de peso
Rosa Paula Biscolla destacou que o ganho de peso é frequentemente associado ao hipotireoidismo, mas que essa relação não é absoluta.
"Nem todo mundo que tem hipotireoidismo tem ganho de peso. Isso depende muito de indivíduo para indivíduo", afirmou.
Ela ressaltou ainda que outras causas devem ser investigadas, como a idade do paciente, os hábitos de vida, a fase de menopausa nas mulheres e a falta de atividade física. "Não só a tireoide", pontuou.
Sinais que podem passar despercebidos
Marui chamou atenção para o fato de que os sintomas do hipertireoidismo nem sempre são associados ao excesso de hormônio pelo próprio paciente.
Entre as manifestações mais comuns, ela citou nervosismo, taquicardia, arritmia e perda de peso, mesmo com alimentação normal ou aumentada. "A pessoa fala: 'nossa, mas eu estou comendo até mais e estou perdendo peso'", ilustrou.
A especialista mencionou ainda outros sinais, como fraqueza muscular, aumento do volume da tireoide, condição conhecida como bócio, e alterações oculares, como olhos saltados, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos.
Marui alertou também que o hipertireoidismo pode ser desencadeado não apenas por doenças da tireoide, mas também pelo uso de medicamentos com alto teor de iodo ou por doses inadequadas de remédios para a própria tireoide.



