Imunobiológicos melhoraram tratamento de doenças autoimunes, dizem médicas

Medicamentos com biotecnologia reduzem efeitos colaterais, oferecem vida normal e estão disponíveis em sua maioria no SUS

Nathalie Ayres, da CNN Brasil
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As doenças autoimunes são uma gama de quadros de saúde em que o sistema imunológico ataca o próprio corpo. Esse guarda-chuva engloba quadros muito diferentes entre si, como tireoidite de Hashimoto, lúpus, artrite reumatóide, entre muitos outros.

No programa Sinais Vitais Dr. Kalil Entrevista deste sábado (27), as médicas Ana Luisa Garcia Calich, reumatologista, e Cristina Abdalla, dermatologista, explicam as causas, os principais fatores de risco e quais seriam os sinais de alerta para o diagnóstico precoce destes quadros.

Pele é um dos primeiros órgãos a sinalizar doenças autoimunes

Durante a conversa, Abdalla reforçou como a pele é um dos primeiros órgãos a mostrar manifestações de doenças autoimunes, o que pode aparecer de diversas formas. Por isso, é importante que pacientes que apresentam fotossensibilidade se protejam bem do sol, tanto com o uso de protetor solar, quanto criando barreiras físicas aos raios solares, como roupas e chapéus.

Tratamentos estéticos também pedem cuidado a esses pacientes. “Não tem uma resposta universal, por que nós temos as diversas doenças autoimunes que possuem comportamentos e gatilhos diferentes”, pondera a dermatologista. Ela explica que, por um lado, substâncias preenchedoras podem suscitar uma resposta imunológica, então é preciso ter cuidado. Alguns tipos de luz também podem desencadear doenças fotossensíveis.

Medicamentos novos ajudam no tratamento

Calich explicou como hoje é melhor tratar pacientes com doenças autoimunes, graças aos remédios imunobiológicos. Eles são feitos com biotecnologia, permitindo que atuem em mecanismos específicos do sistema imune, reduzindo os efeitos colaterais e possibilitando uma vida normal ao paciente. “E o melhor de tudo isso é que esses remédios estão no SUS, a grande maioria deles”, reforça a reumatologista.

Outro ponto importante da conversa entre Kalil e as especialistas é sobre a idade de risco para doenças autoimunes. Calich responde que não há uma faixa etária específica para apresentar esse tipo de quadro. “Elas podem acometer tanto crianças quanto idosos”, considera a especialista.

Mas depende muito da doença. A arterite de célula gigante, por exemplo, só aparece após os 50 anos e pode aumentar o risco de o idoso perder a visão, o que causa uma emergência médica.

O programa também discute o impacto das manifestações visíveis e invisíveis dessas doenças na qualidade de vida dos pacientes, incluindo os efeitos sobre a autoestima e a saúde mental, e como as mulheres são maioria entre os pacientes desses quadros.

O "CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista" será exibido neste sábado, 27 de junho, às 19h30, na CNN Brasil.