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    Influenza e Covid-19: especialista explica diferenças e semelhanças

    O infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia Marcelo Otsuka falou à CNN sobre quadros relacionados às duas doenças

    Raphael Coraccinida CNN

    Em São Paulo

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    O Brasil enfrenta uma confluência da pandemia de coronavírus com o aumento do número de casos de gripe. A CNN ouviu, nesta segunda-feira (20), o infectologista e coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Otsuka, para entender como é possível diferenciar um quadro do outro.

    “As manifestações, tanto da gripe quanto da Covid, são muito similares em vários aspectos”, alerta o infectologista. “Falta de ar e problemas respiratórios são comuns às duas, tanto que ambas são chamadas de Síndrome Respiratória Aguda Grave em manifestações graves”, explica.

    Mas há diferenças sensíveis, diz o especialista, que destaca a perda do paladar e do olfato como pontos exclusivos da Covid-19. “Isso não acontece com Influenza”, destaca.

     

    “A influenza, normalmente, logo de cara, tem manifestações importantes, como febre muito intensa e dor no corpo muito importante”, diferencia Otsuka.

    A Covid apresenta uma evolução mais progressiva. Ela pode começar com sintomas não tão importantes, como uma febre baixa e discretas dores no corpo, e acaba evoluindo para uma piora, diz Otsuka.

    “Na evolução do coronavírus, temos algumas outras coisas que não são comuns aos Influenza, como comprometimento circulatório e fenômenos tromboembólicos”, diz o especialista ao destacar os quadros de trombose.

    Além disso, o coronavírus mostrou-se muito mais mortal, o que não significa que o quadro de gripe não é perigoso. “Influenza não é uma doença tão simples também, ela pode ser muito grave”, destaca.

    “Para gripe, os idosos são muito comprometidos, mas temos crianças pequenas com risco sério de ter quadro grave, diferente do que vemos no coronavírus”, explica. Ele destaca ainda a importância de gestantes e indivíduos imunossuprimidos se vacinarem contra a gripe para evitar complicações importantes.

    Mesmo com diferenças na manifestação de ambas as doenças, é difícil ter certeza sobre se um quadro respiratório é sintoma da Influenza ou da Covid e, por isso, é importante ir ao médico o quanto antes, alerta o infectologista.

    Além disso, ele destaca a importância de continuar usando máscaras e mantendo distanciamento para evitar o contágio por ambos os vírus.

    Vacina contra a gripe

    A vacina contra a H3N2 (Influenza) ajuda a controlar os surtos e epidemias, mas precisa ser atualizada, como é feito todo ano, destaca Otsuka.

    Uma atualização é fundamental para combater a variante, chamada Darwin, que não foi contemplada pelo imunizante distribuído ao longo deste ano.

    A particularidade deste ano foi o aparecimento inesperado de casos fora da estação. “O comportamento (do vírus) está diferente” destaca.

    Ele menciona que os surtos e epidemias costumam acontecer em estações mais frias, nunca próximo ao verão.

    “Está acontecendo antes do habitual, isso atrapalhou toda a programação da preparação da vacina”.

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