Insumos para vacina devem chegar em dezembro no país, diz secretário da Saúde
Está previsão que o primeiro lote, de 15 milhões de doses, possa ser distribuído para a população brasileira em janeiro de 2021

O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, explicou à CNN como será a produção da vacina da Universidade de Oxford contra o novo coronavírus no país.
As negociações estão sendo feitas entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a AstraZeneca, farmacêutica europeia parceira da universidade no projeto.
A entrega dos insumos para a produção da imunização à Fiocruz está prevista para dezembro deste ano. Com a chegada dos suprimentos, afirma, a previsão é que o primeiro lote, de 15 milhões de doses, possa ser distribuído para a população brasileira em janeiro de 2021.
Na sequência, vão chegar mais insumos, e outro lote será produzido e distribuído.
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“A partir de abril, teremos a possibilidade tecnológica e científica de produzir a vacina no Brasil”, falou.
“É claro que queremos produzir a vacina internamente o quanto antes. Mas contamos com a seriedade da AstraZeneca, que se comprometeu a fazer essa entrega de insumos e reservar os lotes para o país”, completou.
Dessa forma, de acordo com o secretário, o Brasil terá a possibilidade, de fato, de trazer uma boa opção de imunização para os cidadãos brasileiros.
Critérios de vacinação
Segundo Neto, já existe um planejamento de distribuição da imunização contra a Covid-19 para os brasileiros. Porém, os “detalhes finos” do planejamento dependem de dados que ainda serão liberados a partir das pesquisas.
Ainda assim, alguns critérios já estão estabelecidos, como o grau de fragilidade e vulnerabilidade dos indivíduos. “Eles têm uma prerrogativa de receber [a vacina] o quanto antes”, falou.
Além disso, Neto afirmou que é preciso olhar com atenção para aquelas pessoas que se expõem constantemente, como os profissionais da saúde e da segurança pública.