Intervalo maior entre doses tem funcionado bem, diz associação de infectologia

Alberto Chebabo afirmou à CNN que estratégia de intervalar a AstraZeneca em 12 semanas tem funcionado pela variante predominante no país ainda ser a P1

Produzido por Júlia Carvalho*, da CNN, em São Paulo 

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Em entrevista à CNN, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, afirmou que as aplicações de doses da AstraZeneca com um intervalo de 12 semanas têm funcionado no Brasil.

No entanto, pelo menos sete estados reduziram esse período para prevenir mais casos da nova cepa originária na Índia. “No Brasil, ainda não temos uma disseminação tão importante da variante Delta”, disse Chebabo.

“Continuamos com a predominância da P1, que tem respondido bem a essa estratégia de se vacinar com uma dose e manter intervalos maiores.”

Os estados que fizeram a redução entre o período das duas aplicações até o momento são: Acre, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Espírito Santo, Piauí e Santa Catarina.

“É uma balança, não tem como reduzirmos e continuar dessa forma acelerada”, explicou o vice-presidente da SBI. 

(*sob supervisão de Elis Franco)

Profissional de saúde prepara dose da vacina da AstraZeneca contra Covid-19
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Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

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