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    João Gabbardo: ‘De 0 a 10, nível de gravidade em São Paulo é 9’

    Estado ultrapassou a marca de 90% de ocupação de leitos de UTI nesta quinta-feira (18)

    Produzido por Elis Franco, Da CNN em São Paulo

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    Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (18), o coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 no estado de São Paulo, João Gabbardo, afirmou que numa escala de gravidade de 0 a 10, o nível que o estado está é de “9 e alguma coisa”.

    Nesta quinta-feira (18), São Paulo ultrapassou a marca de 90% de ocupação de leitos de UTI.

    “Não é com um decreto governamental, com o fechamento simplesmente do comércio que a gente resolve a transmissão da doença. É necessário a participação das pessoas. Temos que ganhar os corações e as mentes para que as pessoas entendam a necessidade de fazer um distanciamento, do risco que ela corre ao ir a uma aglomeração, a uma festa, o risco de transmitir isso para seu familiar”, disse.

    O coordenador-executivo do Centro de Contingência falou ainda que a polícia e as autoridades sanitárias não conseguem estar em todos os lugares em todos os tempos para fazer a fiscalização, ainda mais numa cidade como São Paulo.

    “O poder da polícia e a capacidade que nós temos de acompanhar o conjunto da população é muito difícil para ter efetividade em 100% dos casos.”

    Fase emergencial

    João Gabbardo, afirmou também que a fase emergencial pode se estender em algumas regiões do estado para depois do dia 30 de março. A nova etapa incorporada ao Plano SP começou na segunda-feira (15) e tem o objetivo de frear o avanço do novo coronavírus. 

    “É provável que isso [a extensão da fase] aconteça. Talvez não com todo o estado, mas com boa parte das regiões quase certo que isso vai acontecer, que nós vamos precisar estender as medidas”, afirmou.

    Ele explicou ainda que o resultado dessa redução do contato físico não aparece imediatamente.

    “Nós precisamos de pelo menos duas semanas para que os novos casos comecem a reduzir. Três semanas depois começam a reduzir as intenções, e os óbitos mais adiante”, disse.

    “Quando a gente diz ‘fique em casa’, a gente está dizendo ‘procure não ter contato com outras pessoas’. Não adianta ficar em casa e fazer festa em casa, chamar a família ou várias famílias para ir almoçar no domingo. Esse ficar em casa não vai adiantar nada.”

     

     

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