Laboratório de Brasília amplia horário de funcionamento para testes da COVID-19

Capacidade pode chegar a 1.000 testes por dia, afirma direção

Laboratório Central de Saúde Pública do DF ampliou capacidade de processamento de testes da COVID-19
Laboratório Central de Saúde Pública do DF ampliou capacidade de processamento de testes da COVID-19 Foto: Mathias Brotero/CNN

Mathias Brotero

Da CNN, em Brasília

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O Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal), em Brasília, ampliou seu funcionamento para 24 horas por dia para reforçar as análises de testes para o novo coronavírus. O local tem processado uma média de 200 amostras diariamente, mas essa capacidade pode chegar a 350.

O diretor do Lacen, Jorge Chamon, explica que esse número pode ser ainda maior e chegar a mil testes diários, uma vez que o Ministério da Saúde autorizou que um equipamento utilizado em amostras de HIV, seja usado para testar possíveis casos de COVID-19.

“Ele tem o mesmo princípio, são extratores de DNA e RNA, então a gente consegue usar eles para outros fins. Ele não é um equipamento específico”. No total, 60 pessoas trabalham no laboratório para entregar os resultados dos testes em menos de 24 horas. Alguns profissionais, inclusive, passam a madrugada analisando as amostras. 

Depois que os testes chegam à recepção, eles vão para a de extração, também conhecida como “sala suja”, porque os especialistas trabalham com o material contaminado. Por isso tomam cuidado para não encostar nas amostras. Por fim, as amostras seguem para a sala de amplificação, que identifica se a amostra tem coronavírus. Quanto maior a carga viral, mais rápido sai o resultado. 

A ampliação do horário de funcionamento no laboratório faz parte de uma parceria entre o laboratório e a UnB. Nessa terça-feira (07/04), participaram de uma visita técnica no laboratório o secretário de saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, o subsecrectário de vigilância à saúde, Eduardo Hage e a Reitora da Universidade de Brasíla, Márcia Abrahão Moura. 

Cobrança

Araújo discordou da avaliação do Ministério da Saúde, que afirmou que o DF pode estar na transição da fase de epidemia localizada para a situação de aceleração descontrolada. “O Ministério da Saúde deve trabalhar mais, deve sair da teoria. Ao invés de mandar testes que nós não conseguimos usar, aventais e álcool, libera os leitos de UTI, que nós pedimos pra credenciar. E o tempo todo fazendo coletiva não resolve nada. O país está em meio a uma pandemia em que os estados precisam de apoio. E o DF precisa de apoio”. 

O secretário também defendeu o isolamento social e ressaltou a importância de “dar a informação correta”, relatandoque a secretaria teve que ir a uma coletiva do Ministério da Saúde para retificar o número de mortos no DF. 

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