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    Linfoma não Hodgkin: entenda o diagnóstico de câncer de Jorge Aragão

    Cantor foi diagnosticado com a doença após uma bateria de exames; tratamento pode variar entre quimioterapia, imunoterapia e radioterapia

    O cantor Jorge Aragão se apresenta no Palco Luiz Dumont Villares na Virada Cultural 2022 em São Paulo (SP), neste sábado (28).
    O cantor Jorge Aragão se apresenta no Palco Luiz Dumont Villares na Virada Cultural 2022 em São Paulo (SP), neste sábado (28). DANILO M YOSHIOKA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 28/05/2022

    Redação O Estado de S. Paulo, do Estadão Conteúdo

    Ícone do samba, o cantor Jorge Aragão foi diagnosticado com câncer. O artista de 74 anos descobriu um linfoma não Hodgkin, que atinge o sistema de defesa do corpo, após passar por uma bateria de exames. Mas, afinal, quais as características desse tipo de câncer?

    O linfoma não Hodgkin é um câncer no sangue, mas, diferentemente da leucemia, que atinge a medula óssea, esse tipo de doença afeta os vasos e gânglios do sistema linfático, que é responsável pela defesa do corpo humano.

    De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 20 tipos de linfomas não Hodgkin, com diferentes níveis de gravidade.

    Em geral, o linfoma não Hodgkin pode atingir três tipos de células do sistema de defesa, as células B, que são os mais comuns, representando 85% dos casos; as células T; e as células NK. Além da classificação por células, há variações quanto ao grau de rapidez com que se espalha no corpo humano.

    Prevalência em homens

    Esse tipo de câncer, que atinge o sistema imunológico, ainda que seja o mais incidente em crianças, se torna mais comum com o envelhecimento e atinge homens com maior frequência. O Inca estimou que entre 2023 e 2025, o país registraria a cada ano cerca de 12.040 novos casos desse tipo de câncer, sendo 6.420 casos em homens e 5.620 em mulheres. O número representa um risco de 5,57 a cada 100 mil habitantes.

    Há alguns fatores de risco que podem facilitar a ocorrência da doença, como fator genético, transplantes, doenças autoimunes, infecção por HIV ou outras infecções específicas. A exposição a substâncias nocivas, como pesticidas, ou à radiação, também representa risco.

    Sintomas

    O diagnóstico precoce da doença é um dos pontos cruciais para obter sucesso no tratamento. Para isso, é importante identificar sintomas que possam indicar a ocorrência do linfoma não Hodgkin.

    O corpo humano possui estruturas chamadas “gânglios”, uma espécie de nódulo do sistema de defesa, responsável por “filtrar” substâncias que podem fazer mal ao organismo. Eles se localizam em regiões como pescoço, virilha e axilas. Um dos sintomas do linfoma não Hodgkin é o aumento de dessas estruturas.

    Além disso, sintomas comuns são suor noturno excessivo, febre, coceira na pele e perda de peso acima de 10% sem causa aparente.

    Tratamento

    De acordo com o Inca, o tratamento depende do tipo de linfoma não Hodgkin, mas os tipos mais indicados são a quimioterapia, a imunoterapia e a radioterapia. No caso de pacientes com quadro mais avançado da doença, quando há risco de atingir o Sistema Nervoso Central, a indicação é um tipo específico de quimioterapia e radioterapia. Nesse caso, há injeção quimioterápica no líquido cérebro-espinhal e radioterapia nessas regiões do corpo.

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