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    Língua artificial é criada para detectar e eliminar bactérias dentárias

    Tecnologia permite que em 20 minutos doenças sejam identificadas e possibilita tratamento rápido

    Bactérias da superfície da língua humana vistas através de um microscópio eletrônico de varredura
    Bactérias da superfície da língua humana vistas através de um microscópio eletrônico de varredura Steve Gschmeissner/Science Photo Library via Getty Images

    Giovana Christda CNN

    Pesquisadores desenvolveram uma língua artificial que detecta e elimina rapidamente bactérias dentárias, diminuindo a chance de infecções e doenças graves.

    Hoje em dia, o diagnóstico é dado por análises de cultura e testes de DNA, métodos que são demorados e caros. O atraso no começo do tratamento dessas doenças aumenta a taxa de mortalidade de infecções bacterianas causadas por micro-organismos dentários. A língua artificial é uma solução mais simples e barata para o problema.

    A tecnologia já havia sido criada mas, em sua versão anterior, a língua apenas fazia a detecção das bactérias através do paladar, imitando o mecanismo do órgão real. A novidade que o estudo publicado na revista American Chemical Society traz é, que além da identificação das bactérias, a língua promove a eliminação dos micro-organismos.

    Detecção de bactérias dentárias a partir de cores

    Os pesquisadores usam uma partícula nanoscópica no sensor químico que imita enzimas naturais, feitas a partir de partículas de óxido de ferro e revestidas com filamentos de DNA.

    Quando o peróxido de hidrogênio e um indicador incolor são adicionados à solução, os filamentos distintos de DNA se associam aos tipos diferentes de bactéria e são associados a sinais de cores.

    Língua artificial permite diagnóstico rápido para tratamento de doenças

    O uso da língua artificial ajudaria em doenças bucais, de halitose a cáries dentárias, mas também na prevenção de problemas de saúde geral, já que infecções dentárias de longo prazo podem levar a doenças potencialmente fatais, como endocardite ou abscessos cerebrais.

    Os autores afirmam que: “A estratégia de detecção é concluída em 20 minutos, o que é simples e rápido, aumentando significativamente a eficiência do diagnóstico e tratamento. De forma positiva, prevemos que este trabalho possa abrir uma nova via para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas de longa duração”.