Luis Roberto fora da Copa: neoplasia cervical é um tipo de câncer?
Afastamento do narrador por condição médica levantou dúvidas sobre doença

O narrador Luis Roberto foi diagnosticado com uma neoplasia na região cervical após exames de rotina e, por isso, não participará da cobertura da Copa do Mundo de 2026.
A condição ainda está em fase final de avaliação para definição do tratamento, o que indica que mais detalhes sobre o tipo exato da lesão ainda não foram divulgados.
O termo “neoplasia” é amplo e pode gerar dúvidas. “Quando falamos em neoplasia, elas podem ser benignas (tumores benignos são aqueles localizados, não são câncer, não espalham para outras regiões). Há também as neoplasias malignas ou tumor maligno ou câncer”, disse Aline Lauda, co-líder nacional de oncologia de cabeça e pescoço da Oncoclínicas.
Ou seja, nem toda neoplasia é câncer, mas quando é maligna, trata-se de um quadro que pode evoluir e exigir tratamento mais complexo.
No caso de Luis Roberto, ainda não foi informado se a neoplasia é benigna ou maligna. “Quando falamos que o paciente tem um câncer, é porque é uma neoplasia maligna. Um tumor maligno é um tipo de câncer que pode ser localizado ou avançado e pode ou não dar metástase”, explicou Aline. Essa definição é essencial para entender a gravidade e os próximos passos do tratamento.
A localização cervical também não permite conclusões imediatas sobre os impactos. “A neoplasia da região cervical é um termo muito genérico”, afirmou Aline. Segundo ela, a alteração pode estar relacionada a diferentes estruturas do pescoço, como linfonodos ou tumores que se originaram em áreas próximas, como boca, garganta ou laringe.
Uma das principais dúvidas envolve a possibilidade de afetar a voz, especialmente relevante para um narrador. “Não posso afirmar que pode afetar a voz, porque vai depender de onde essa neoplasia começou”, disse. Se a origem estiver em regiões como as cordas vocais ou laringe, pode haver impacto; em outros casos, isso pode não acontecer.
Além disso, o efeito sobre a voz ou a fala também pode variar conforme o tratamento adotado. “Talvez durante o tratamento desgaste, a depender do tratamento, que a gente nem sabe qual é ainda”, explicou Aline. Procedimentos como cirurgia, radioterapia ou outras abordagens podem influenciar temporariamente funções como fala e deglutição.
Mesmo em cenários mais complexos, há perspectivas positivas. “Para tratamento de câncer de cabeça e pescoço o importante é que a gente tem chance de cura ótima”, destacou a especialista. Ela também ressaltou a importância de uma equipe multidisciplinar no processo de recuperação, incluindo fonoaudiologia e outros suportes para reabilitação.
Os efeitos na fala ou na voz dependem diretamente da localização e da extensão da lesão. “Vai depender do sítio onde está essa lesão”, concluiu Aline.


