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    Mais de 68 milhões não tomaram 1ª dose de reforço contra a Covid-19, diz Saúde

    Cerca de 19 milhões deixaram de completar o esquema primário de vacinação com a segunda dose e estão parcialmente protegidos contra a doença

    Vacinação contra a Covid-19 em São Paulo
    Vacinação contra a Covid-19 em São Paulo Governo do Estado de São Paulo

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    Mais de 68 milhões de brasileiros deixaram de receber a primeira dose de reforço da vacina contra a Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde obtidos pela CNN. De acordo com a pasta, 68.867.381 estão em atraso com o primeiro reforço contra a doença e 30.716.380 já podem receber a segunda dose de reforço mas ainda não retornaram aos postos de vacinação.

    A maior parte dos imunizantes contra a infecção pelo coronavírus, incluindo as vacinas da Pfizer, AstraZeneca e Coronavac, conta com esquema primário de duas doses. De acordo com o ministério, 19,3 milhões de brasileiros não completaram o esquema vacinal, tendo recebido apenas a primeira dose, e não estão completamente protegidos.

    O surto de Covid-19 na China acende o alerta das autoridades sanitárias para a possibilidade de novas ondas da doença. Especialistas estimam que as aglomerações relacionadas às festas de fim de ano também poderão refletir em um aumento no número de casos no início de 2023.

    O Ministério da Saúde reforça a importância de se completar o esquema primário e de doses de reforço para aumentar a imunidade contra a doença. Estudos mostram que a estratégia de reforçar o calendário vacinal contra o coronavírus aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e óbitos pela Covid-19.

    Entenda o esquema vacinal contra a Covid-19

    O Ministério da Saúde orienta que a primeira dose de reforço, recomendada para pessoas a partir de 12 anos de idade, deve ser aplicada quatro meses depois da segunda dose ou dose única. A segunda dose de reforço, no momento, é recomendada pela pasta para a população acima de 40 anos de idade e trabalhadores da saúde, independentemente da idade.

    No dia 7 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da dose de reforço da Pfizer para crianças a partir de 5 anos.

    Os imunizantes recomendados para as doses de reforço em pessoas a partir de 18 anos de idade são da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen. Para os adolescentes entre 12 e 17 anos, deve ser utilizada preferencialmente a vacina Pfizer. Caso não esteja disponível, pode ser utilizada a vacina Coronavac.

    Para quem começou o esquema vacinal com a dose única da Janssen, a recomendação é a seguinte: três reforços para pessoas com idade igual ou maior que 40 anos e profissionais da saúde, e dois reforços para pessoas de 18 a 39 anos. O primeiro reforço é aplicado dois meses após o início do ciclo e os outros devem obedecer o intervalo de quatro meses. A orientação é que também sejam utilizadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou a própria Janssen.

    De acordo com o ministério, as recomendações foram feitas a partir de estudos que demonstram que a capacidade de gerar resposta imune, chamada imunogenicidade, após aplicação de doses de reforço heterólogas, com combinação diferente de vacinas contra a Covid-19, foi adequada e superior a esquemas sem doses de reforço.

    Vacinas bivalentes

    O Ministério da Saúde recebeu, no domingo (25), mais 2,8 milhões de doses da vacina bivalente BA.4/BA.5.

    Com a encomenda, o país soma mais de 9,6 milhões de imunizantes da Pfizer que protegem contra a cepa original do coronavírus e contra essas duas subvariantes da Ômicron.

    Segundo o ministério, as vacinas vão passar por avaliação e análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) e serão distribuídas após divulgação de nota técnica pela pasta, com orientações sobre aplicação e público-alvo.