Medidas como uso de máscaras devem ser mantidas por até 3 anos

À CNN, Alexandre Naime expressou preocupação com a variante delta e disse que transmissão do vírus continuará mesmo em países com alta cobertura vacinal

Pessoas caminham de máscara em praia das Ilhas Canárias
Pessoas caminham de máscara em praia das Ilhas Canárias Foto: Borja Suarez - 14.ago.2020 / Reuters

Amanda Garcia, da CNN, em São Paulo

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Apesar dos números melhores da pandemia no Brasil, o chefe do Departamento de Infectologia da Univesidade Estadual Paulista (Unesp), Alexandre Naime, fez um alerta de que “nunca se pode dar um quadro por vencido” diante de agentes infecciosos como o coronavírus, que se adaptam com novas variantes.

Segundo ele, em entrevista à CNN nesta quinta-feira (22), as medidas sanitárias como uso de máscaras, evitar aglomerações e distanciamento social deverão ser mantidas durante um longo período: “Seguiremos por 2, 3 anos nessa luta até que a taxa de transmissão do vírus caia bastante e aí sim poderemos tirar máscaras com total segurança.”

Naime expressou preocupação com o avanço da variante delta: “A tendência à estabilidade e controle pela vacinação está sendo ameaçada pela emergência da variante delta, que é muito, muito transmissível, 97% mais do que o vírus original, ela é uma grande pedra no sapato.”

O infectologista acredita que acontecerá uma “nova realidade”, em que países com ampla vacinação ainda terão alta circulação do vírus: “As vacinas não vêm com o objetivo de evitar transmissão, o grande benefício é diminuir o risco de óbito e hospitalização, temos que continuar com as medidas de prevenção.”

Alexandre Naime avalia que a prevenção não pode ser baseada só nas vacinas, e que, justamente por isso, a flexibilização tem de ser feita com responsabilidade: “Esses eventos que promovem aglomeração vão ser superdisseminadores, deve ser feita flexibilização com responsabilidade, tentar voltar uma rotina sem promover coisas irresponsáveis.”

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