Bharat aposta em eficácia contra Delta e apoio americano para voltar ao PNI

Neste mês, empresa divulgou ter 65,2% de eficácia na proteção de casos da variante Delta e 77% para casos sintomáticos de modo geral

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
21 de julho de 2021 às 20:24 | Atualizado 21 de julho de 2021 às 21:47

 

Diante dos sinais do governo de que não incluirá a vacina indiana Covaxin no Plano Nacional de Imunização, a Bharat Biotech, fabricante do imunizante, aposta em pesquisas que apontam sua eficácia diante da variante Delta do coronavírus para tentar emplacar a venda ao Brasil.

O laboratório indiano tem como um dos principais argumentos para convencer as autoridades brasileiras um comunicado do governo americano publicado no dia  29 de junho, que mostra a Covaxin com eficácia contra a variante Delta, que tem seu efeito potencializado por conta de uma tecnologia inédita bancada pelo governo americano e que é exclusiva da Covaxin.

Um dos defensores da vacina indiana por conta dessa tecnologia é Anthony Fauci, uma das maiores autoridades sanitárias dos Estados Unidos, do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas.
Neste mês, a própria Bharat divulgou ter 65,2% de eficácia na proteção de casos da variante Delta e 77% para casos sintomáticos de modo geral.

O contrato do governo brasileiro com a Precisa Medicamentos, que representa a Bharat no Brasil, foi suspenso depois de suspeitas de irregularidades. A Controladoria-Geral da União analisa sua legalidade.

Em depoimento ao órgão, Emanuela Medrades, farmacêutica da Precisa Medicamentos, que atua no Brasil em nome do laboratório Bharat Biotech, e que depôs na CPI, mencionou também o fato de a Covaxin ter boa eficácia contra a variante Delta. Na segunda-feira, o ministro Marcelo Queiroga disse a CNN que não pretende adquirir as vacinas indianas mesmo se a CGU avaliar que o contrato é regular.

Frasco da Covaxin, vacina contra Covid-19, em Jaipur, na Índia
Foto: Vishal Bhatnagar/NurPhoto via Getty Images (16.jan.2021)