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    Mpox deixa de ser classificada como emergência de saúde global pela OMS

    Doença continua a representar desafios significativos de saúde pública que precisam de uma resposta robusta, proativa e sustentável, disse o diretor-geral da OMS

    Investigação de caso de varíola dos macacos na Fiocruz.
    Investigação de caso de varíola dos macacos na Fiocruz. Josué Damacena/IOC/Fiocruz

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta quinta-feira (11), que a mpox, doença conhecida anteriormente como varíola dos macacos, deixou de ser classificada como uma emergência global pela entidade.

    “No entanto, como na Covid-19, isso não significa que o trabalho acabou. Mpox continua a representar desafios significativos de saúde pública que precisam de uma resposta robusta, proativa e sustentável”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

    Em maio de 2022, vários países onde a mpox não é endêmica notificaram casos, incluindo países das Américas. Em 23 de julho de 2022, o diretor-geral da OMS declarou o surto de mpox em vários países como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).

    “Embora saudemos a tendência de queda dos casos de mpox globalmente, o vírus continua afetando comunidades em todas as regiões, inclusive na África, onde a transmissão ainda não é bem compreendida”, completou Adhanom.

    A OMS recomenda a integração da prevenção e cuidados nos programas de saúde existentes, para permitir o acesso contínuo aos cuidados e uma resposta rápida para lidar com futuros surtos.

    De 1º de janeiro de 2022 a 8 de maio de 2023, um total cumulativo de 87.377 casos de mpox confirmados em laboratório, incluindo 140 mortes, foram notificados à OMS em 111 países e territórios no mundo. Desde o último boletim epidemiológico da OMS, de 27 de abril, houve 264 novos casos e 10 novas mortes relatadas.

    Sintomas da doença

    A mpox, na maioria dos casos, evolui sem complicações e os sinais e sintomas duram de duas a quatro semanas.

    As manifestações clínicas habitualmente incluem lesões na pele na forma de bolhas ou feridas que podem aparecer em diversas partes do corpo, como rosto, mãos, pés, olhos, boca ou genitais. No entanto, o surto atual da doença tem apresentado características epidemiológicas diferentes, com sintomas que podem ser bastante discretos.

    Na forma mais comum documentada da doença, os sintomas podem surgir a partir do sétimo dia com uma febre súbita e intensa. São comuns sinais como dor de cabeça, náusea, exaustão, cansaço e principalmente o aparecimento de inchaço de gânglios, que pode acontecer tanto no pescoço e na região axilar como na parte genital.

    Já a manifestação na pele ocorre entre um e três dias após os sintomas iniciais. Os sinais passam por diferentes estágios: mácula (pequenas manchas), pápula (feridas pequenas semelhantes a espinhas), vesícula (pequenas bolhas), pústula (bolha com a presença de pus) e crosta (que são as cascas de cicatrização).

    Lesões na pele semelhantes a espinhas, que evoluem para bolhas são um dos principais sintomas da varíola dos macacos / Kateryna Kon/Science Photo Library/Getty Images

    Medidas de prevenção

    O Ministério da Saúde recomenda evitar contato próximo com pessoas com suspeita ou diagnóstico da doença, além da higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel antes de comer ou tocar no rosto como uma medida de prevenção.

    Diante de algum sintoma suspeito, as pessoas devem procurar atendimento médico em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação.

    Durante a consulta, é importante informar se houve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença. Com base nesses registros coletados durante a consulta, o especialista poderá fazer o pedido de teste de diagnóstico.