Não deveríamos abrir mão de ferramentas possíveis, diz médica sobre Coronavac

Luana Araújo afirmou à CNN que a ideia de que a vacina produzida pelo Butantan é pouco efetiva não é real

Da CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN, a infectologista e epidemiologista Luana Araújo afirmou que o Brasil não deveria abrir mão  das vacinas Coronavac e Janssen para 2022, como anunciado pelo ministro da Saúde Marcelo Queiroga nesta sexta-feira (8). Segundo a infectologista, o país abre mão de ferramentas importantes no combate à Covid-19.

“Deveríamos ter cenários programados, em que eventualmente se pudesse fazer uso também dessas ferramentas, ainda que não fossem consideradas as prioritárias pelo governo federal”, disse Araújo.

Nesta sexta-feira (8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, apresentou o planejamento de vacinação para 2022, que envolve apenas os imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, a Coronavac não foi incluída no plano de vacinação contra o coronavírus em 2022 pela sua “baixa efetividade” em idosos de mais de 80 anos.

“A ideia de considerar que a Coronavac foi pouco efetiva não é real. A Coronavac foi extremamente custo-efetiva”, afirmou a infectologista.

No entanto, a médica disse que os fabricantes do imunizante no Brasil têm a responsabilidade de transformar o uso emergencial do medicamento em uma autorização definitiva da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quem produz a vacina no país é o Instituto Butantan.

“Precisamos entender se temos condições de arcar com perder dois imunizantes que ainda são usados em muitos países.”

(Publicado por Evandro Furoni)

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