Não há registros de casos graves de varíola dos macacos até aqui, diz pesquisadora

À CNN Rádio, Giliane Trindade, que é membro de comitê do Ministério da Ciência e Tecnologia que monitora a doença no Brasil, afirma que é precisa manter vigilância

O Brasil ainda não teve caso registrados da doença chamada de varíola dos macacos
O Brasil ainda não teve caso registrados da doença chamada de varíola dos macacos Adene Sanchez/Getty Images

Amanda Garciada CNNBel Campos

São Paulo

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Não há registros, até o momento, de casos graves de varíola dos macacos neste surto que atinge países da Europa, Austrália, Estados Unidos, entre outros, de acordo com a pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais, Giliane Trindade.

Em entrevista à CNN Rádio, ela, que é membro de comitê do Ministério da Ciência e Tecnologia que monitora a doença no Brasil, reforçou que “a amostra do vírus responsável pelo surto é uma das menos virulentas e os casos descritos até agora são de brandos a moderados.”

Embora o Brasil ainda não tenha casos da doença, ela acredita que é uma questão de tempo, “considerando o mundo globalizado e a velocidade com que ele se espalhou na Europa e outros países” e que “certamente precisamos nos manter vigilantes ao que está acontecendo”.

Mesmo assim, ela defende que “não é preciso ter pânico”: “A situação está sob controle, o vírus é de uma transmissão menos facilitada, somente por contato muito próximo, como gotículas de saliva ou material das lesões, para se prevenir, se conhece um indivíduo que passou a manifestar as lesões, é só manter a distância.”

Lavar as mãos com frequência, ressaltou a pesquisadora, também é importante para combater qualquer tipo de infecção viral.

O principal sintoma começa a aparecer no terceiro dia, com as feridas na pele características da doença.

Embora evoluam de forma similar, o monkeypox e a varíola em humanos diferem em um quesito importante: “A diferença está na letalidade que os dois vírus provocam, a varíola tem 30% de letalidade e o monkeypox varia entre 1 e 10%.”

O tratamento, segundo Giliane, é suporte. “Caso a gente comece a registrar a ocorrência de casos, o tratamento será paliativo, que é o que tem sido feito nos outros países”.

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