Não há risco e melhora a imunidade, diz vice da SBIm sobre reforço de Coronavac

Isabella Ballalai também atentou em entrevista à CNN para o perigo do surgimento de novas variantes da Covid-19 no Brasil

Produzido por Layane Serranoda CNN

Em São Paulo

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A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, afirmou nesta quinta-feira (2), em entrevista à CNN, que a vacina contra a Covid-19 Coronavac “não possui risco e melhora a imunidade” se usada como dose de reforço. “Se só tem a Coronavac para a terceira dose, não cabe a você definir o planejamento”, disse a especialista.

Ballalai, porém, afirmou que o ideal é que, em idosos e imunossuprimidos, sejam usadas vacinas com “chance maior de resposta”. “A vacinação de idosos e imunodeprimidos é recomendada, mas o ideal é que seja feita com uma vacina que tenha uma chance maior de resposta para eles. Já sabemos que a Coronavac tem uma eficácia menor que todas para esse grupo.”

O governo de São Paulo admitiu que o ideal seria aplicar um imunizante diferente para a terceira dose. Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (2), o secretário estadual da Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, afirmou que a aplicação desse reforço poderá ser feita com uma vacina diferente do restante do esquema vacinal.

Apesar da fala, ele criticou, assim como o coordenador-executivo do Comitê Científico de São Paulo, João Gabbardo, a exclusão da Coronavac para a dose de reforço pelo Ministério da Saúde.

Variantes

Ballalai também atentou para o perigo do surgimento de novas cepas da Covid-19 no país. “O Brasil é considerado um celeiro de novas variantes”, afirmou. “Enquanto não conseguirmos adiantar essa cobertura vacinal, podemos ter outras surpresas além da Delta.”

(Publicado por Daniel Fernandes)

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