‘Não procurem 3ª dose, pois ainda não sabemos se é necessário’, alerta médico

Coordenador do teste clínico da vacina da Pfizer no Brasil, Cristiano Zerbini falou sobre estudo da farmacêutica no país para verificar queda de imunidade

Produzida por Layane Serrano, da CNN, em São Paulo

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A Pfizer inicia na próxima semana um estudo no Brasil para avaliar a necessidade da aplicação de uma terceira dose da vacina contra o coronavírus. Além do país, voluntários dos Estados Unidos e África do Sul também passarão por testes com o imunizante.

Coordenador do teste clínico da vacina de Covid-19 da Pfizer no Brasil, o médico Cristiano Zerbini explicou, em entrevista à CNN, que a farmacêutica observou e quer confirmar a queda da imunidade contra a doença cerca de oito meses após a aplicação da segunda dose da vacina. No total, serão 10,2 mil participantes do estudo no mundo.

“Observamos que, embora as duas doses da vacina sejam eficientes, com o passar do tempo há uma pequena diminuição da imunidade”, disse Zerbini. “As pessoas continuam protegidas, mas esse estudo vai nos dizer se uma terceira dose aumentaria a imunidade, dando mais proteção.”

No entanto, o médico alertou que as informações ainda são preliminares e, por isso, o estudo será realizado para confirmar a queda de imunidade e a possibilidade de uma dose reforço.

“Acreditamos que será necessária uma dose adicional, mas nesse momento ainda não sabemos. Para isso, vamos fazer o estudo”, explicou o médico. “Por isso, não procurem a terceira dose, nós não sabemos se isso será necessário e, talvez, não seja.”

O médico Cristiano Zerbini também acredita que será necessário um reforço anual da vacina contra a Covid-19. “A minha percepção no momento é que vai haver um reforço anual, inclusive, com vacinas ao longo do tempo aperfeiçoadas contra as variantes. Esses estudos também estão sendo feitos”, disse.

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