Nossos médicos estão à beira da síndrome de burnout, alerta infectologista

O chefe do Departamento de Infectologia da Unesp, Alexandre Naime, também alertou sobre a importância de medidas restritivas mais intensas

Produção de Jorge Fernando Rodrigues, Layane Serrano e Renata Souza, da CNN, em São Paulo

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Em entrevista à CNN, o infectologista, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alexandre Naime, afirmou que, junto da alta na taxa de ocupação de leitos de UTI, a falta de profissionais de saúde também é um grande problema nos hospitais devido à Covid-19.

“Por mais que tenhamos investimento financeiro e destinemos verba à criação de leitos e construção de hospitais de campanha, existe um fator que é limitado: a mão de obra”, disse Naime.

“Recursos humanos são limitados e, além disso, estão chegando à beira da exaustão, também conhecida como Síndrome de Burnout. Muitos dos nossos médicos estão afastados ou pediram demissão.”

Naime também reforçou a importância de medidas restritivas mais intensas, e como o desrespeito a essas normas atinge pessoas que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. “É de revoltar quando nós profissionais de saúde, que estamos dando o nosso máximo, vermos cenas de baladas clandestinas e gente aglomerando sem máscara. É literalmente a sensação de estar enxugando gelo quando observamos esse tipo de comportamento.”

 

Leito de UTI para paciente de Covid-19
Leito de UTI para paciente de Covid-19
Foto: André Araújo/Governo do Tocantins

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