Nunca vi nada parecido à transmissibilidade da Ômicron, diz David Uip

Em entrevista à CNN, infectologista reiterou importância da vacinação para evitar casos graves da Covid-19

Layane SerranoRenata Souzada CNN

em São Paulo

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O Brasil registrou hoje mais um recorde de casos diários de Covid-19: 228.954 infecções, número recorde desde o início da pandemia. O número de mortes também aumentou em relação a ontem, com 672 notificações, segundo dados do Conass.

A crescente na taxa de contaminação é associada à prevalência da variante Ômicron no país. Em entrevista à CNN, o médico infectologista e membro do Conselho Científico de São Paulo, David Uip, afirmou que “nós temos uma variante extremamente infectante, como eu, pessoalmente, nunca vi. Eu tenho 46 anos de formado e não vi nada parecido”.

O médico ressaltou que, diante desse aumento nos casos, o número de casos graves também cresce.

Conforme vêm demonstrando os dados, Uip reiterou a importância da vacinação para impedir que a taxa de casos graves, e, consequentemente, de óbitos, seja elevada.

“Quando você tem um vírus muito agressivo em um hospedeiro bem resistente, você tem as formas leves da doença. É o que estamos vendo na grande maioria dos casos: são casos com pouco sintomas ou sintomas conhecidos”, explicou.

Não há dúvida de que a maior gravidade se instala no paciente não vacinado ou no paciente parcialmente vacinado.

David Uip

O médico ainda afirmou que é esperado que a população precise receber doses da vacina de maneira recorrente, como ocorre com a o imunizante contra à gripe. Embora ainda não se saiba a regularidade com que as campanhas terão de ser feitas.

Em relação à retomada do ensino presencial, anunciada por pelo menos 20 estados e o Distrito Federal, o médico David Uip afirmou ser favorável. Segundo ele “as escolas estão bem protocoladas”.

Confira orientações do Ministério da Saúde diante do diagnóstico de Covid-19:

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