O que é morte encefálica? Entenda causa de morte de Alice Ribeiro
Alice Ribeiro estava internada desde a tarde de quarta-feira (15), após sofrer um grave acidente na BR-381, na Grande BH
A repórter da TV Bandeirantes Alice Ribeiro, 35, teve sua morte encefálica confirmada ontem pelo Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.
Alice estava internada desde a tarde de quarta-feira, após sofrer um grave acidente na BR-381, na Grande BH. O carro em que ela estava bateu de frente com um caminhão. O cinegrafista Rodrigo Lapa, que dirigia o veículo, morreu no local. Lapa foi enterrado nesta quinta-feira na capital mineira.
O que é morte encefálica?
O neurocirurgião Fernando Gomes explicou à CNN, em 2021, o que é e como se dá a morte encefálica. "Acontece quando ocorre uma lesão definitiva e irreversível no órgão, ou seja, no encéfalo, tronco cerebral e no cérebro", começou.
Ele também disse que o restante dos órgãos continua funcionando por um período. "Obviamente, sob auxílio de aparelhos como ventilação mecânica e drogas vasoativas, que são medicamentos que mantêm a pressão arterial funcionando", completou.
Muitas vezes, ainda há necessidade de medicar o paciente com um pouco de hormônio para não haver tanta perda de urina, disse o neurocirurgião. "Mas depois de um determinado tempo, todos os órgãos deixam de funcionar”, comentou.
Geralmente, a morte encefálica é a condição ideal para que ocorra doação de órgãos, já que o dano que os impede de funcionar está no cérebro da vítima e não naquelas estruturas em si. No Brasil, a doação de órgãos e tecidos só é realizada após a autorização familiar após o diagnóstico de morte encefálica.
O neurocirurgião Guilherme Lepski, do Hospital das Clínicas e Instituto de Neurocirurgia de São Paulo, explicou que morte cerebral é um quadro irreversível.
“Está errado falar que a morte encefálica foi declarada e depois revertida. Isso é uma desinformação grave, que pode levar a população a interpretar que morte encefálica é uma coisa reversível", disse à CNN.
*Com informações de Flávio Ismerim e Gabriela Piva, da CNN Brasil


