Ômicron não deve ter impacto em SP, mas preocupa, diz coordenador da Covisa

À CNN Rádio, Artur Vieira Caldeira afirmou que a alta cobertura vacinal na capital deve impedir que variante cause danos como no Reino Unido, por exemplo

Amanda Garcia e Bel Campos, da CNN, em São Paulo
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O coordenador da Coordenadoria de Vigilância em Saúde de São Paulo (Covisa), Artur Vieira Caldeira, avalia que a variante Ômicron do coronavírus, se houver disseminação maciça em São Paulo, “encontrará situação diferente dos Estados Unidos e Europa.”

Em entrevista à CNN Rádio, Caldeira explica que a condição vacinal faz toda a diferença. “Temos convicção de que a repercussão dessas novas cepas deve ser menor por causa da cobertura vacinal, as regiões mais afetadas nos serviços de saúde, assim como a Delta, têm baixos percentuais de vacinação.”

O perfil da Ômicron no mundo, segundo ele, “não é agressivo a ponto de grandes internações, mas aparentemente a disseminação é grande.”

“Estamos numa situação mais segura? Sem dúvida, no entanto ainda estamos em alerta. É uma doença grave e potencialmente fatal”, completou.
De qualquer forma, ele reforçou que a variante “não deve ter impacto, mas ressaltou que “estamos preparados para os atendimentos devidos.”