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    OMS: cenário mais provável é gravidade da Covid-19 diminuir ao longo do tempo

    Diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, vê os danos pela doença arrefecerem conforme a imunização avança pelo mundo

    O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
    O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. REUTERS

    Da CNN

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira (30) um plano atualizado para a Covid-19, estabelecendo três cenários possíveis de como a pandemia evoluirá este ano.

    “Com base no que sabemos agora, o cenário mais provável é que o vírus da Covid-19 continue a evoluir, mas a gravidade da doença que ele causa diminua com o tempo à medida que a imunidade aumenta devido à vacinação e infecção”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante um briefing a repórteres.

    O Plano Estratégico de Preparação, Prontidão e Resposta atualizado estabelece os ajustes estratégicos que todos os países precisam fazer para abordar os fatores de transmissão do SARS-CoV-2, diminuir o impacto da Covid e encerrar a emergência global.

    Vacinas e variantes

    As novas mutações do vírus causador da Covid-19 eram uma preocupação em relação à eficácia das vacinas desenvolvidas, mas, segundo a diretora técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, os estudos tem tido resultados animadores.

    “As vacinas são incrivelmente eficazes na prevenção de doença grave e morte, inclusive contra a variante de preocupação mais recente, Ômicron”, explica a diretora, em entrevista ao podcast Science in 5, da OMS.

    A diretora destacou que o órgão está trabalhando com oficiais de vigilância, autoridades em saúde pública e especialistas em todo o mundo para rastrear o vírus.

    “Existem cinco variantes que a OMS classificou como variantes de preocupação em nível global. A mais recente é a Ômicron e, de fato, estamos seguindo várias sub linhagens da Ômicron. Você já nos ouviu falar sobre BA.1 e BA.2. Existem outras sub linhagens que estão circulando também”, explicou Van Kerkhove.

    *com informações de Mrinalika Roy, da  Reuters