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    OMS recua e diz que não é contrária ao uso de ibuprofeno para tratar coronavírus

    ‘Não temos conhecimento de relatos de efeitos negativos do ibuprofeno, além dos efeitos colaterais já conhecidos’, informou o órgão

    Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, durante entrevista coletiva em Genebra sobre o novo coronavírus
    Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, durante entrevista coletiva em Genebra sobre o novo coronavírus Foto: Denis Balibouse - 24.fev.2020/ Reuters

    Da CNN Brasil, em São Paulo

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou de posicionamento e anunciou que não é contrária ao uso de medicamentos a base de ibuprofeno para tratar o novo coronavírus. 

    A indicação para priorizar o paracetamol em vez do ibuprofeno havia sido dada na terça-feira (17) e foi corroborada pelo Ministério da Saúde.

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    Em sua conta oficial no Twitter, a OMS declarou que, com base nas informações disponíveis hoje, não dá recomendações contrárias ao uso de ibuprofeno. 

    “Estamos consultando médicos que tratam pacientes com COVID-19 e não temos conhecimento de relatos de efeitos negativos do ibuprofeno, além dos colaterais já conhecidos que limitam seu uso em determinadas pessoas”, afirmou o órgão.

    Em nota, o porta-voz organização, Tarik Jasarevic, disse que “a OMS está ciente das preocupações com o uso de anti-inflamatórios não esteroides (como o ibuprofeno) para o tratamento da febre em pessoas com a COVID-19”.

    “Consultamos médicos que tratam pacientes com o novo coronavírus e eles não conhecem dados de qualquer efeito negativo de ibuprofeno, além dos efeitos colaterais conhecidos”, afirmou Jasarevic.