Oncologistas esperam ‘revolução’ no tratamento do câncer até 2049, diz pesquisa

Levantamento da Fundação Oswaldo Cruz ouviu 821 profissionais e 64,95% manifestou otimismo

Stéfano Salles

Da CNN, no Rio de Janeiro

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Os oncologistas estão otimistas com relação ao futuro do enfrentamento ao câncer. Uma pesquisa do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) aponta que 64,95% dos profissionais da área espera uma revolução no enfrentamento da doença antes de 2049, graças aos avanços tecnológicos. A má notícia é que, por causa dos custos, elas não devem estar facilmente acessíveis a todos que precisarem. 

O estudo foi coordenado pelo ex-diretor nacional do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antonio Santini, e pelo ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que fazem parte do laboratório. A pesquisa trabalhou as percepções dos oncologistas sobre nove tecnologias que têm despontado no tratamento da doença, com grande potencial de utilização no futuro. 

Fazem parte deste rol: edição genômica, biópsia líquida, terapia celular, vacinas terapêuticas, vírus oncológicos, imagem molecular, terapias com anticorpos, terapias com anticorpos, terapias com RNA e com nanopartículas, para acesso às células isoladas, estratégia usada para evitar metástases. 

Santini entende que, se a tecnologia evolui a ponto de proporcionar melhoria nos tratamentos e na qualidade de vida das vítimas da doença, o equilíbrio financeiro na relação custo e benefício, e o alcance, podem dificultar a chegada das novidades aos pacientes. 

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“As possibilidades terapêuticas são consideradas promissoras, porém ainda num cenário de incertezas quanto a níveis específicos, sobretudo de custo efetividade. Foi identificada a importância da expansão do conhecimento em biologia tumoral e biomarcadores, assim como do desenvolvimento de novas terapias como grandes desafios para se alcançar a equidade, sustentabilidade e a viabilidade econômica da atenção ao câncer”, afirma. 

A pesquisa ouviu 821 oncologistas e foi feita por meio da aplicação de um questionário com 21 perguntas. Com tamanha variedade de abordagens, cerca de 40% dos profissionais ouvidos não acreditam no desenvolvimento de um tratamento que envolva apenas um tipo de terapia. Apenas 20% dos médicos ouvidos mostraram acreditar nesse tipo de solução. 

O acompanhamento da evolução da tecnologia é um desafio para que os oncologistas ofereçam as melhores soluções a seus pacientes. Dos médicos ouvidos, 58% informaram acompanhar regularmente as transformações do setor, e 34% disseram fazê-lo de forma moderada.

 

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