Oscar Schmidt enfrentou tumor cerebral; veja sintomas e tratamentos

Lenda do basquete brasileiro morreu aos 68 anos nesta sexta (17) após um mal-estar

Da CNN Brasil
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O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Conhecido como "Mão Santa", ele eternizou a camisa 14 da seleção brasileira.

Oscar chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após ter um mal-estar, mas não resistiu.

Oscar Schmidt chegou ao hospital já sem vida após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua residência, segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba.

O ex-jogador lutou durante 15 anos contra um tumor cerebral. Há vários tipos do tumor, sendo que alguns não são cancerosos, sendo chamados de benignos, mas ainda podem crescer com o tempo e comprimir o tecido do cérebro.

Outros são malignos, ou seja, cânceres cerebrais que tendem a se desenvolver rapidamente, invadindo e danificando o tecido cerebral.

Veja os seguintes tipos:

  • Gliomas 
  • Tumores do plexo coroide
  • Tumores embrionários
  • Tumores de células germinativas
  • Tumores de glândula pineal
  • Meningiomas
  • Tumores nervosos
  • Tumores da hipófise

Sintomas

Os sinais e manifestações de um tumor cerebral variam conforme o seu tamanho e a região em que se encontra. Além disso, os sintomas podem mudar de acordo com a rapidez com que o tumor cresce, conhecida como grau tumoral.

Tumores cerebrais não cancerígenos costumam provocar sintomas que aparecem de forma lenta. Esses tumores, também chamados de benignos, podem gerar sinais leves que passam despercebidos no início. Com o tempo, porém, esses sintomas podem se intensificar ao longo de meses ou até anos.

Já os tumores cerebrais malignos tendem a causar sintomas que evoluem rapidamente. Também conhecidos como câncer cerebral, eles podem se manifestar de forma súbita e piorar em poucos dias ou semanas.

A principal estrutura do encéfalo é o cérebro. Quando há tumores em diferentes áreas dessa região, os sintomas apresentados podem variar conforme a localização afetada.

Alguns sintomas podem incluir:

  • Dores de cabeça;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Problemas de visão, como visão turva, visão dupla ou perde de visão;
  • Perda de sensibilidade;
  • Problemas da fala;
  • Problemas de memória;
  • Convulsões;
  • Tontura.

Tratamento

As opções de tratamento para tumores cerebrais dependem do tipo de tumor, bem como de seu tamanho e localização. Os tratamentos mais comuns incluem cirurgia e radioterapia.

O tratamento de um tumor cerebral varia conforme ele seja maligno ou benigno (não cancerígeno). As alternativas terapêuticas também dependem do tipo, tamanho, grau e localização do tumor.

Entre as possibilidades estão cirurgia, radioterapia, radiocirurgia, quimioterapia e terapias-alvo. Na escolha do tratamento, a equipe médica considera ainda o estado geral de saúde do paciente e suas preferências.

Em alguns casos, o tratamento imediato pode não ser necessário, especialmente quando o tumor é pequeno, benigno e não provoca sintomas. Esses tumores podem permanecer estáveis ou crescer muito lentamente, sem causar problemas ao longo do tempo.

Nesses casos, é comum realizar exames de ressonância magnética periodicamente, algumas vezes ao ano, para acompanhar seu desenvolvimento. Caso o tumor passe a crescer mais rápido do que o esperado ou surjam sintomas, pode ser indicado iniciar o tratamento.

  • Cirurgia

A cirurgia para tumor cerebral tem como finalidade retirar o máximo possível de células tumorais. No entanto, nem sempre é viável remover o tumor por completo. Quando a retirada total não é possível, o cirurgião busca eliminar a maior quantidade possível do tumor de maneira segura.

Esse procedimento pode ser indicado tanto para tumores malignos quanto para tumores benignos do cérebro.

Alguns tumores cerebrais são pequenos e podem ser facilmente separados do tecido ao redor, o que aumenta as chances de remoção completa. Já outros não se separam com facilidade das estruturas vizinhas.

Em certas situações, o tumor está localizado próximo a áreas essenciais do cérebro, tornando a cirurgia mais arriscada. Nesses casos, o cirurgião pode decidir retirar apenas a quantidade de tumor que seja segura. Quando apenas uma parte é removida, o procedimento é chamado de ressecção subtotal.

Mesmo a retirada parcial do tumor pode contribuir para aliviar os sintomas. Há diversas técnicas disponíveis para a realização da cirurgia de remoção de tumores cerebrais.

  • Quimioterapia

A quimioterapia no tratamento de tumores cerebrais emprega medicamentos potentes para eliminar as células do tumor. Esses remédios podem ser administrados por via oral, em comprimidos, ou aplicados diretamente na corrente sanguínea por meio de injeção intravenosa. Em alguns casos, também podem ser inseridos diretamente no cérebro durante um procedimento cirúrgico.

Esse tipo de tratamento pode ser utilizado tanto para tumores malignos quanto para tumores benignos do cérebro e, em determinadas situações, é realizado em conjunto com a radioterapia.

  • Radioterapia

A radioterapia no tratamento de tumores cerebrais utiliza feixes de alta energia para eliminar as células tumorais. Essa energia pode ser proveniente de raios X, prótons ou outras fontes.

Na maioria dos casos, o tratamento é realizado com um equipamento externo ao corpo, método conhecido como radioterapia externa. Em situações mais raras, a radiação pode ser aplicada diretamente dentro do organismo, sendo então chamada de braquiterapia.