Grávida de 42 anos é a 1ª morte pela variante originária da Índia no Brasil

Ao todo, 11 casos já foram registrados em cinco estados brasileiros; Fiocruz segue analisando amostras

Thayana Araujo e Pedro Duran, CNN, no Rio de Janeiro

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A variante originária da Índia do coronavírus causou a primeira morte no Brasil. A vítima é uma mulher grávida de 42 anos que morava no Japão. O caso foi identificado na cidade de Apucarana, interior do Paraná. A morte foi registrada ao Brasil, mas o caso só foi divulgado oficialmente agora. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Saúde do Paraná.

A mulher havia chegado ao Brasil no dia 5 de abril. Antes de viajar, teve o resultado negativo para o teste de Covid-19. Mas refez a testagem no dia 7, com resultado positivo para a B.1.617. O exame foi encaminhado à Fiocruz, que confirmou a linhagem do vírus. Questionada pela CNN, a Fundação Oswaldo Cruz confirmou que encaminhou os resultados ao estado do Paraná.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Paraná disse que “a paciente precisou ser internada no dia 15 de abril e, devido ao agravamento dos sintomas, em 18 de abril passou por uma cesariana de emergência e foi a óbito no mesmo dia”.

UTI Covid-19
Estrutura de hospitais com leitos de UTI e enfermaria para o tratamento da Covid-19
Foto: CNN Brasil

O bebê nasceu com 28 semanas em parto prematuro, teve o resultado negativo para coronavírus, está saudável e segue sendo acompanhado pela prefeitura de Apucarana. Os outros integrantes da família também estão bem.

Já são pelo menos 10 casos da mutação no Brasil. A vítima era amiga da filha da primeira pessoa com a variante originária da Índia confirmada no Paraná – embora a Secretaria de Saúde do Paraná afirme que “não acredita em transmissão comunitária”, quando o vírus circula no país.

Além do Paraná, há casos em São Luis (MA), Campos dos Goytacazes (RJ), Goiânia (GO) e Juiz de Fora (MG). Outras pessoas próximas às que tiveram a variante originária da Índia identificada nas amostras do Paraná estão sendo testadas e monitoradas.

A CNN ainda aguarda retorno do Ministério da Saúde sobre o assunto.

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