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    Pesquisas apontam aumento nos casos de depressão no Brasil

    De acordo com a Pesquisa Vigitel 2021, em média, 11,3% dos brasileiros relataram ter recebido um diagnóstico médico da doença

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    O Brasil tem apresentado um aumento na incidência de casos de depressão, segundo levantamentos nacionais de saúde. De acordo com a Pesquisa Vigitel 2021, um dos mais amplos inquéritos de saúde do país, em média, 11,3% dos brasileiros relataram ter recebido um diagnóstico médico da doença. A frequência foi maior entre as mulheres (14,7%) em comparação com os homens (7,3%).

    Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde no dia 7 de abril. Ao todo, 27.093 pessoas com 18 anos ou mais, residentes em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, foram entrevistadas entre os meses de setembro de 2021 e fevereiro de 2022.

    A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, apontou que 10,2% das pessoas com 18 anos ou mais receberam o diagnóstico de depressão. O índice foi maior do que o encontrado em 2013 na mesma pesquisa, que foi de 7,6%. De acordo com a PNS, os números de 2019 representam 16,3 milhões de pessoas, com maior prevalência na área urbana (10,7%) do que rural (7,6%).

    Na edição desta terça-feira (26) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou os principais sintomas associados aos quadros de depressão.

    “A depressão é uma doença que podemos considerar neuropsiquiátrica, crônica e que pode ser recorrente e muito mais do que tristeza. Um dos sinais acaba sendo a tendência do humor ficar muito próximo do que a gente conhece naturalmente de tristeza, de uma forma que esse traço pode se explicar por questões relacionadas ao próprio funcionamento do cérebro alterado e de neurotransmissores”, afirma Gomes.

    A condição também está associada a alterações no apetite com reflexos no peso, perda da qualidade do sono, baixa autoestima e redução da libido.

    Segundo o neurocirurgião, a depressão também provoca impactos diretos no funcionamento do cérebro. O quadro clínico pode afetar a região do hipocampo, associada à memória, da amígdala, que representa a forma de interpretar e responder aos estímulos, do córtex cerebral, que concentra pensamentos, e do tálamo, estrutura envolvida no processamento dos estímulos externos e sensoriais.

    As causas da depressão podem ser multifatoriais, incluindo componentes genéticos, bioquímicos e eventos traumáticos. Entre os fatores de risco estão transtornos psiquiátricos, estresse crônico, disfunções hormonais, alcoolismo e uso de drogas, além de doenças crônicas.

    O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por médico após conversa com o paciente e avaliação do estado mental. O tratamento pode ser feito a partir da combinação de medicamentos e psicoterapia.

    O site Mapa da Saúde Mental permite a consulta de locais que oferecem o atendimento psicológico gratuito, voluntário ou com preços acessíveis no Brasil.

    Política pública

    Nesta terça-feira (26), a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio do Brasil completa três anos.

    Segundo o Ministério da Saúde, desde o lançamento da política, mais de 122 mil brasileiros foram capacitados com orientações sobre condutas e abordagens voltadas para a saúde mental.

    Parte das Ações de Educomunicação em Saúde em Defesa da Vida, o curso é direcionado para profissionais de saúde, educadores das redes pública e privada, profissionais dos conselhos tutelares, líderes de associações religiosas, corporações militares, entidades beneficentes e movimentos sociais.

    Sinais que podem indicar problemas na saúde mental