Pfizer inicia testes clínicos para vacina contra a Ômicron

Fabricante ressalta, no entanto, que vacina atual é eficaz em prevenir contra casos graves da Ômicron

Pfizer desenvolve nova vacina contra Covid-19
Pfizer desenvolve nova vacina contra Covid-19 29/10/2015REUTERS/Carlo Allegri

Amanda Sealyda CNN

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A Pfizer e a BioNTech iniciaram os testes clínicos para sua candidata à vacina de Covid-19 específica contra a variante Ômicron. A informação foi confirmada via comunicado à imprensa na última terça-feira (25).

O estudo irá avaliar a segurança da vacina, assim como sua tolerabilidade e nível de resposta imune, tanto na primeira quanto na segunda dose em 1.420 adultos com idades entre 18 e 55 anos.

O estudo será dividido em três grupos:

 

No primeiro haverá participantes que receberam duas doses da vacina atual da Pfizer ao menos entre 90 e 180 dias antes do estudo. Eles receberão uma ou duas doses da vacina específica da Ômicron.

No segundo estão os participantes que receberam três doses da vacina atual da Pfizer ao menos entre 90 e 180 dias antes do estudo. Eles receberão ou uma dose adicional da vacina atual da Pfizer ou da desenvolvida contra a Ômicron.

Já no terceiro estarão os participantes que não tomaram nenhuma dose de vacina contra a Covid-19. Eles receberão três doses do imunizante específico contra a Ômicron.

A vacina para a Ômicron será administrada em doses de 30 microgramas, a mesma que a atual.

“Embora pesquisas atuais e dados do mundo real mostrem que as doses de reforço continuam a oferecer um nível muito alto de proteção contra doenças graves e hospitalizações com a Ômicron, nós reconhecemos que é preciso estar preparado para caso essa proteção diminua com o tempo, além de trabalhar contr a Ômicron e outras possíveis novas variantes no futuro”, disse Kathrin Jansen, vice presidente sênior e diretor de pesquisas para vacina da Pfizer, em comunicado.

O CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse no último mês que uma nova vacina seria necessária para a variante Ômicron e que a empresa teria uma em março. No entanto, um porta-voz da Pfizer confirmou que a empresa já começou a fabricar essa vacina.

“Na esteira da Ômicron, estamos proativamente investigando e fabricando uma vacina, caso seja necessária, mas é claro que precisamos ter resultados e discussões com autoridades de saúde, assim como aprovações antes de lança-la”, disse o porta-voz à CNN.

A produção esperada de vacinas não será afetada caso as empresas precisem mudar para a nova fórmula, disseram.

“As empresas anunciaram anteriormente que esperam produzir quatro bilhões de doses da vacina da Pfizer BioNTech em 2022, e essa capacidade não deve mudar se uma vacina adaptada for necessária”.

No entanto, as companhias também enfatizaram que pessoas que receberam doses de reforço das atuais vacinas “têm um alto nível de proteção contra a Ômicron, especialmente contra casos graves e hospitalizações.

Um novo estudo de laboratório, ainda não recvisado por pares, sugerem que anticorpoos contra a ômicron permanecem robustos quatro meses após a terceira dose da vacina da Pfizer/BioNTech.

“Dados de eficiência no mundo real e investigações de laboratório ainda irão informar a duração da proteção, a possível necessidade para uma dose adicional e se uma vacina modificada da Ômicron será necessária”, diz o estudo dos pesquisadores da Universidade do Texas.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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