Pfizer inicia testes de vacina contra a Covid-19 em mulheres grávidas

No Brasil, 200 mulheres grávidas são voluntárias dos testes, que estão na fase 2

Gregory Prudenciano, da CNN, em São Paulo

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A farmacêutica Pfizer iniciou nesta terça-feira (25) os testes clínicos de eficácia de sua vacina contra a Covid-19 em mulheres grávidas. Segundo a empresa, serão 200 mulheres grávidas saudáveis, com mais de 18 anos, a participarem dos testes no Brasil. 

Os ensaios clínicos em andamento são da segunda fase de testes necessários para a aprovação deste uso da vacina. Ao todo, são três fases. Nesta segunda rodada de testes, a pesquisa será feita com quatro mil gestantes de todo o mundo, incluindo as 200 voluntárias no Brasil. 

“O estudo avaliará a segurança, a tolerabilidade e a imunogenicidade de duas doses da ComiRNAty (BNT162b2) administradas com 21 dias de intervalo. O levantamento também avaliará a segurança nos bebês e a transferência de anticorpos potencialmente protetores da mãe para o filho. Os recém-nascidos serão monitorados até aproximadamente os seis meses de idade”, explicou a Pfizer em nota enviada à imprensa. 

Segundo a companhia de origem americana, os estudos de fase 3 feitos com voluntários a partir dos 16 anos de idade e com intervalo de 21 dias entre as duas doses apresentaram eficácia global de 95%. 

Mulher grávida
Testes clínicos de vacinação em mulheres grávidas foram iniciados nesta terça-feira (25)
Foto: Free Photos/ Pixabay

O Brasil já está recebendo lotes das 100 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 já compradas. Dias atrás, o país também firmou novo acordo por mais 100 milhões de doses do imunizante. 

No entanto, o governo brasileiro está aplicando as doses em intervalos de três meses, e não de 21 dias, como recomenda a fabricante. 

As vacinas contra a Covid-19 garantem proteção porque previnem a doença, especialmente nas formas graves, reduzindo as chances de morte e internações.

Embora não impeçam o contágio e nem a transmissão do vírus, a vacinação é essencial, já que induz o sistema de defesa do corpo a produzir imunidade contra o coronavírus pela ação de anticorpos específicos, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

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