Pior coisa é perder uma criança por uma doença evitável, diz pediatra

Renato Kfouri, pediatra e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), disse à CNN que a vacina contra a Covid-19 na população de 5 a 11 anos é segura

Ingrid Oliveirada CNN

São Paulo

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O pediatra e infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), disse em entrevista à CNN que nenhuma doença que pode ser prevenida por vacina fez mais vítimas do que a Covid-19.

“Apenas 0,4% dos óbitos por Covid-19 foram em crianças menores de 18 anos. Isso pode distrair porque, de 600 mil óbitos, representa 2.500 crianças que perderam a vida pela Covid”, comenta.

Ele diz que a vacina tem se mostrado altamente segura em outros países e que os efeitos colaterais são poucos. “A doença não é desprezível e a vacina é segura. As crianças têm direito de se vacinar.”

“A pior coisa é perder uma criança por uma doença evitável. Para a gente isso é dor, imagine para a família?”, diz Kfouri.

A primeira remessa de doses da vacina infantil da Pfizer contra a Covid-19 chegou ao Brasil na madrugada desta quinta-feira (13).

No lote, que chegou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), estavam 1,2 milhão de vacinas que serão destinadas ao governo brasileiro para distribuição aos estados e municípios, seguindo o critério populacional.

Com a previsão de distribuição do Ministério da Saúde, os municípios já começaram a organizar o calendário de vacinação nas crianças entre 5 e 11 anos de idade.

Ômicron no Brasil

O infectologista aponta que aumento abrupto de casos de Covid-19 no Brasil pode sobrecarregar o sistema de saúde. Kfouri explicou que o indicador de proteção do vírus é a taxa de transmissão, e não de vacinação.

“A chegada da Ômicron era inevitável. O que fizemos nas festas de fim de ano [em termos de proteção] não era muito diferente do que estávamos fazendo antes. O grande diferencial foi a chegada da Ômicron, que trouxe uma nova onda”, disse.

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