População tem que acreditar na ciência e tomar vacina, diz Ludhmila Hajjar

Médica explica que casos de miocardite são muito raros e defende que se complete a imunização

Da CNN, em São Paulo

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Os casos de miocardite (inflamação do músculo do coração) em pessoas que tomaram vacina contra a Covid-19 são raríssimos e não devem assustar quem ainda será imunizado, afirma a  médica intensivista e cardiologista Ludhmila Hajjar, em entrevista à CNN neste sábado (10).

“A miocardite acomete jovens e adultos e, sem contar as vacinas, a principal causa da inflamação são os vírus, como os da gripe, e as doenças virais. São quase 200 milhões de doses da Pfizer distribuídas no mundo, e apenas 145 casos de miocardite. Quando a gente olha a da Janssen, são 20 milhões de doses, e 19 casos. Esses casos são um número irrelevante e não podemos atribuir à vacina, já que são fenômenos comuns. As vacinas são extremamente eficazes e seguras”, explica.

 

“Não há doença que contraindique a vacina. Todas são vacinas extremamente eficientes e reduzem internação e mortalidade, e o Brasil vem reduzindo pela primeira vez por conta da cobertura vacinal”, continua, fazendo coro à Anvisa, que alertou sobre o assunto mas recomendou que não se deixe de tomar o imunizante. 

A médica intensivista e cardiologista Ludhmila Hajjar (10.Jul.2021)
A médica intensivista e cardiologista Ludhmila Hajjar (10.Jul.2021)
Foto: Reprodução/CNN

 

A médica explica que não é necessário fazer exame de sangue para verificar a quantidade de anticorpos após receber as doses. “Dosagem de anticorpos só servem para gerar insegurança, ninguém faz isso nas vacinas de outras doenças. Elas são eficazes e ponto final. A população tem que acreditar na ciência: deve tomar, acreditar e continuar com as medidas protetivas”.

(Publicado por Marina Motomura)

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