Correspondente Médico: Como reconhecer sinais de um AVC?

Por telefone, professora percebeu que avó de aluna sofria Acidente Vascular Cerebral nos EUA

Da CNN, em São Paulo

Ouvir notícia

Na edição desta quinta-feira (4) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes comentou o caso da professora Julia Koch, dos Estados Unidos, que conseguiu salvar a vida da avó de um aluno da primeira série por telefone.

Durante uma aula online, a criança apresentou dificuldades para usar o tabelet e Julia pediu para a menina chamar a avó para ajudá-la. Ao se falarem por telefone, a professora percebeu sintomas de AVC na idosa e entrou em contato com o sistema de saúde da cidade para pedir socorro. A avó da menina foi atendida e passa bem.

“Isso se chama olho clínico, ela rapidamente percebeu que tinha algo errado com a comunicação [da idosa]. Sabemos que um AVC representa o entupimento ou a ruptura de um vaso e não chega sangue com nutrientes para os neurônios, que deixam de funcionar. Se fizer o tratamento rápido, há chances de revertar aquela lesão”, explicou Gomes.

O médico explicou que sinais faciais e motores podem sinalizar a ocorrência de um AVC, além de dificuldade na fala. “Você pode pedir para a pessoa comentar algo, cantar uma música ou, simplesmente, ao escutar uma pessoa falando é possível se notar alteração da produção verbal. Palavras sem sentido, língua meio enrolada, algo que não é normal de estar acontecendo pode significar que a pessoa, naquele momento, está sofrendo uma lesão ceberal”, detalhou o médico.

Professora Julia Koch percebeu, por telefone, dificuldades na fala de idosa
Professora Julia Koch percebeu, por telefone, dificuldades na fala de idosa que sofria AVC
Foto: CNN Brasil (4.fev.2021)

(Publicado por Leonardo Lellis)


 

Mais Recentes da CNN