Prefeitos querem que Saúde oficialize dispensa de reserva de 2ª dose de vacina

Informação foi dada aos dirigentes da Frente Nacional de Prefeitos pelo ministro Eduardo Pazuello, em reunião realizada na sexta-feira (19).

Prefeitos querem que Ministério da Saúde oficialize a dispensa de reserva
Prefeitos querem que Ministério da Saúde oficialize a dispensa de reserva Foto: Johanna Geron/Reuters

Iuri Pittada CNN

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Ofício da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) enviado nesta segunda-feira (22) ao Ministério da Saúde pede uma confirmação oficial de que a pasta tem uma nova diretriz e não é mais preciso reservar a segunda dose da vacina contra o novo coronavírus para quem receber pela primeira vez o imunizante. 

Essa informação foi dada aos dirigentes da organização pelo ministro Eduardo Pazuello, em reunião realizada na sexta-feira (19). De acordo com o documento, Pazuello disse aos prefeitos e dirigentes da FNP que haveria mudança na estratégia de vacinação para os lotes que serão enviados aos municípios nesta última semana de fevereiro.

Nos primeiros envios de imunizantes aos estados e municípios, o Ministério da Saúde recomendou a reserva de duas doses por cidadão vacinado, em vista dos limites na disponibilidade de produto: 2 milhões de doses da Covishield, importada pela Fiocruz da Índia, e 9,8 milhões da Coronavac, importada ou envazada pelo Instituto Butantan. 

Esse cuidado é voltado especialmente à Coronavac, que tem orientação de aplicação da segunda dose entre 14 e 28 dias após a primeira injeção.

“Vossa Excelência orientou os governantes locais a usarem todo o novo lote de vacinas contra o novo coronavírus para aplicação da primeira dose. Ou seja, não será mais necessário reservar a segunda dose para a população que tomou a primeira dose, uma vez que o fluxo de fornecimento das vacinas será suficiente para essa nova diretriz”, afirma o ofício, assinado pelo presidente da FNP, Jonas Donizette.

A Frente faz duas perguntas ao Ministério, de modo a tornar oficial a mudança de estratégia: 1) “Está previsto uma orientação e/ou regramento oficial a respeito dessa nova metodologia?”; e 2) “Caso positivo, para quando está previsto?”

Na mesma reunião, Pazuello disse aos prefeitos que, até o início de março, o Brasil terá mais 4,7 milhões de doses disponíveis, sendo 2 milhões importadas pela Fiocruz e 2,7 milhões produzidas pelo Butantan.

“Neste novo momento da campanha, a vacina do Butantan será aplicada em dose única, com o objetivo de ampliar a vacinação e atender ainda mais brasileiros. Com isso, entramos em março com a expectativa de vacinar novos grupos. Serão disponibilizadas mais 4,7 milhões de doses para estados e municípios”, afirmou o ministro, de acordo com a pasta.

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