Profissional deve tomar vacina se estiver na linha de frente, diz médico

Médico sanitarista Ricardo Oliva falou à CNN sobre as ampliações isoladas do programa de imunização contra Covid-19

da CNN, em São Paulo

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O médico sanitarista Ricardo Oliva falou, em entrevista à CNN nesta terça-feira (26), sobre as ampliações isoladas do programa de imunização contra a Covid-19 no país, e defendeu que somente os profissionais de saúde que estão na linha de frente sejam vacinados neste momento.

“É claro que tem que vacinar profissional de saúde, mas que esteja na linha de frente, em contato com a população cotidianamente, arriscando as suas vidas”, disse Oliva.

Segundo ele, que trabalhou durante muito tempo em saúde pública, organizando e planejando campanhas de vacinação, é uma enorme “tristeza” ver como se degradou o Plano Nacional de Imunização (PNI) “para chegar a esse ponto”.

“Um veterinário no Rio de Janeiro pode valer mais que um veterinário de 60 anos em São Paulo? Em uma campanha de vacinação isso é uma maluquice”, afirmou.

Na avaliação do médico, se não há vacina para todo mundo, é necessário que se estabeleça uma prioridade de risco. “Quais são os grupos que sofreram o maior impacto do ponto de vista da ocorrência, da mortalidade e internação? E esses grupos [devem ser] vacinados de maneira efetiva em todo o país”.

“Profissional de saúde que a prefeitura do Rio está colocando como prioridade [é] um profissional de educação física, que trabalha numa escola. Ele não é um grupo prioritário. Uma auxiliar de enfermagem que trabalha em um centro de saúde no interior do estado talvez não seja uma prioridade, mesmo com 60 anos”, disse Oliva.

“Agora é óbvio que um médico de UTI com 60 anos, um fisioterapeuta de UTI com 60 anos, uma enfermeira com mais de 60 anos são grupos prioritários e grupo de risco”, argumentou o profissional.

(Publicado por Daniel Fernandes)

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