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    Psicóloga morre após exame com contraste; causa deve ser revelada na próxima semana

    Bruna Nunes de Faria morreu no dia 21 de dezembro durante ressonância magnética em clínica de Goiânia; laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve ser divulgado no início da próxima semana, segundo familiares da vítima

    Bruna Nunes de Faria antes da realização do exame de imagem
    Bruna Nunes de Faria antes da realização do exame de imagem Acervo pessoal

    Bruno LaforéCarolina Figueiredoda CNN

    em São Paulo

    A psicóloga Bruna Nunes de Faria, de 27 anos, morreu no dia 21 de dezembro durante ressonância magnética em clínica particular de Goiânia​.

    O laudo do Instituto Médico Legal (IML), que irá apontar a causa da morte, deve ser divulgado no início da próxima semana, segundo familiares da vítima. Bruna morreu na manhã do dia 21 de dezembro depois de passar mal ao receber o contraste para a realização de uma ressonância magnética em uma clínica de Goiânia (GO). Entenda como funciona o uso de contraste em exames médicos.

    A paciente havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico durante um treino de CrossFit no dia 11 de novembro. Ela chegou a perder a fala, mas se recuperou das sequelas em seguida. A psicóloga estava em acompanhamento médico e realizava uma bateria de exames para identificar as causas do problema. A ressonância seria seu último procedimento desta leva.

    A educadora física Jane Alves de Souza, mãe da paciente, acompanhou a filha durante o procedimento. Em conversa com a CNN, ela acusa a clínica de negligência. Segundo Jane, logo após receber o contraste, Bruna disse que estava passando mal e teve falta de ar. A educadora suspeita que a filha tenha sofrido um choque anafilático.

    O exame chegou a ser interrompido para que a equipe médica prestasse os primeiros-socorros. Ainda de acordo com familiares, a o corpo clínico não seguiu os protocolos de primeiros-socorros recomendados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e também não realizou a intubação da paciente. Jane conta que, ao notar a gravidade da situação, tentou levar a filha a um hospital localizado em frente à clínica onde estavam, mas o transporte não foi autorizado pelos médicos, que optaram por aguardar uma ambulância.

    Em um laudo interno, elaborado pelo corpo médio da clínica, a equipe relata que Bruna teve uma parada cardiorrespiratória e que foram realizadas manobras de ressuscitação, administração de ampolas de adrenalina e o procedimento de intubação orotraqueal, que a mãe da paciente afirma não ter acontecido. O documento também aponta que a vítima morreu cerca de 40 minutos depois de relatar o mal-estar, às 10h09 do dia 21 de dezembro.

    Em nota assinada por seus coordenadores médicos, as Clínicas CDI esclarecem que Bruna Nunes de Faria não foi atendida por eles, mas pela equipe do Centro de Diagnóstico por Imagem Portugal, situado no mesmo endereço. Segundo os médicos, o processo de separação dos imóveis está em curso. As Clínicas CDI também lamentaram o ocorrido e desejaram que a causa da morte seja esclarecida de forma rápida e efetiva pelos órgãos competentes.

    A clínica CDI, responsável pelo procedimento, afirmou em nota que lamenta a fatalidade e que o contraste para exames de imagem utilizado no atendimento é seguro. A CDI afirma ainda que a paciente recebeu os cuidados médicos na preparação do exame e na situação de emergência, com o apoio de uma equipe composta por cardiologista, radiologista, enfermeiros e técnicos (leia a íntegra da nota abaixo).

    A Secretaria Estadual da Saúde de Goiás não se manifestou sobre o caso, que aconteceu em uma clínica particular.

    Nota da CDI

    Qualquer perda humana é irreparável e a equipe do CDI lamenta a fatalidade que aconteceu com Bruna Nunes de Faria em nossas dependências, na última quarta-feira (21).

    Nossas prioridades máximas são a segurança de nossos pacientes e a qualidade no atendimento.

    O contraste para exames de imagem utilizado em Bruna é um medicamento seguro, tendo reações graves em menos de 0,01% dos pacientes.

    Bruna recebeu todos os cuidados médicos tanto durante a preparação para o exame quanto para a situação de emergência, sendo atendida por uma equipe completa de profissionais de saúde, composta por cardiologista, radiologista, enfermeiros e técnicos.

    O procedimento de socorro foi realizado por nossa equipe interna, extremamente capacitada e treinada para tais situações, que, concomitantemente, acionou a equipe de UTI externa.

    A nossa clínica possui equipamentos de última geração, tanto para a realização de exames quanto para atendimento em casos de emergência. No momento necessário, todos estavam à disposição e foram utilizados pela equipe.

    Esta nota visa informar que a equipe CDI aguarda o resultado do laudo que vai determinar a causa da fatalidade, mas que, desde já, sentimos e nos solidarizamos com os familiares e amigos de Bruna seguindo à disposição.