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    Quais órgãos do corpo humano sofrem mais com onda de calor? Cardiologista responde

    Cardiologista da Rede D'Or alertou para os efeitos das altas temperaturas e da baixa umidade para o corpo humano

    Flávio Ismerimda CNN

    São Paulo

    Vários estados do Brasil estão sob alerta para uma onda de calor sufocante, conforme declarou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Além das altas temperaturas, os índices baixos de umidade relativa do ar também devem predominar no país. O Centro-Oeste é a região que deve ser mais afetada.

    Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (20), Stéphanie Rizk, cardiologista da Rede D’Or e do Sírio-Libanês, contou quais são os órgãos do corpo humano mais prejudicados pelas condições impostas pela onda de calor. Veja abaixo:

    Rins

    Segundo Rizk, os rins são os órgãos mais afetados, sobretudo por conta da desidratação provocada pela água consumida pelo mecanismo de regulação térmica — que faz o corpo suar para diminuir a temperatura do corpo.

    “[O mais prejudicado é] o rim, em primeiro lugar. A princípio ele, diminui a filtração, concentra a urina, e pode aumentar a formação de pedras no rim”, explicou a cardiologista.

    Coração

    Conforme apontou a médica, o coração pode ser atingido porque, no processo de regulação da temperatura corporal, ocorre a vasodilatação, isto é, aumento do fluxo sanguíneo. Isso aumenta o ritmo do coração, o que, por sua vez, pode ser perigoso caso a pessoa tenha alguma comorbidade prévia.

    “O coração [é afetado], principalmente se alguém tem alguma insuficiência cardíaca. Com a vasodilatação, que ocorre para a gente dissipar esse calor), o coração acelera e isso pode culminar com alguma descompensação de alguma doença”, afirmou.

    Outros órgãos

    Rizk também alertou para os efeitos que o calor e a desidratação consequente podem provocar no cérebro, como tontura e visão turva. A cardiologista afirmou também que, com o maior consumo de água, o sangue fica mais grosso e isso pode gerar outros problemas.

    Por fim, a médica citou os efeitos do calor intenso com baixa umidade para o pulmão. “Nessa época aumentam muito os poluentes. Quem já tem algum problema pulmonar obstrutivo e os asmáticos que podem desencadear crises são grupos que a gente tem que tomar muito cuidado”, disse.

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    Entrevista produzida por Duda Cambraia