Queiroga diz que novo contrato com Butantan depende de registro definitivo da Anvisa

Ministro da Saúde retornou presencialmente à pasta nesta terça-feira (5) após se recuperar da Covid-19 nos EUA

Rafaela Larada CNN

em São Paulo

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, retomou os trabalhos presenciais na pasta na manhã desta terça-feira (5), em Brasília, após se recuperar da Covid-19 nos Estados Unidos.

Ao falar com jornalistas na entrada do Ministério da Saúde, Queiroga afirmou que um novo contrato com Instituto Butantan para aquisição de mais doses da Coronavac pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) depende do registro definitivo do imunizante na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“O contrato é um documento feito entre as partes. E isso foi feito de forma emergencial. Este agente imunizante obteve o registro emergencial da Anvisa. Nós esperamos que a Anvisa conceda o registro definitivo e com o registro definitivo, o Ministério da Saúde considera esta ou qualquer outra vacina com registro definitivo para fazer parte do PNI”, respondeu ao ser questionado sobre a possibilidade de um novo contrato com o Butantan.

O contrato com o Instituto Butantan, que produz a Coronavac no Brasil em parceria com o laboratório chinês Sinovac, para a entrega de 100 milhões de doses do imunizante foi concluído em 15 de setembro, segundo o governo de São Paulo. A CNN entrou em contato com o governo de SP e aguarda posicionamento.

“Tínhamos uma emergência sanitária, essas vacinas foram feitas em tempo recorde, e num primeiro momento, a Anvisa concedeu registro emergencial. Não só para Coronavac como para vacina da Janssen”, disse Queiroga.

“Então vacina da Janssen quer entrar no calendário nacional de imunização? Vai ter que solicitar o registro definitivo. Quantas vacinas conseguirem o registro definitivo da Anvisa, melhor porque teremos mais ofertas de vacinas e, com isso, o preço deve cair. E consigo usar esses recursos para, por exemplo, atender pessoas com síndrome pós-covid”, completou.

Segundo Queiroga, o Brasil ainda deve receber mais de 30 milhões de doses da vacina de Janssen, além das “vacinas do consórcio Covax Facility, a vacina da Fiocruz, e [temos] discussões com outras farmacêuticas”. “Podem ter certeza que já sabemos qual é o caminho. Como posso assegurar para vocês? Temos o SUS e quem tem o SUS tem tudo. Temos mais de 38 mil salas de vacinação no Brasil”, disse.

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fala com a imprensa em Nova York
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fala com a imprensa em Nova York / Reprodução/CNN Brasil (20.set.2021)

Retorno ao Brasil após teste negativo para Covid-19

Queiroga retornou ao Brasil nesta segunda-feira (4) após cumprir isolamento em Nova York, nos Estados Unidos, depois de testar positivo para a Covid-19.

O ministro integrou a comitiva presidencial que acompanhou Jair Bolsonaro (sem partido) na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Bolsonaro discursou no dia 21 – e, no mesmo dia, o analista de política da CNN Caio Junqueira antecipou o teste positivo para Covid-19 de Queiroga.

Sobre o período de isolamento nos EUA, o ministro afirmou que teve febre no dia seguinte à divulgação do resultado positivo e foi acompanhado por sua esposa.

“Me contaminei, o que não é algo raro. No dia em que fui informado pelo presidente, não sentia nada, no outro dia tive febre, que aumentou um pouco. Tenho 55 anos e, após seis meses, as vacinas perdem a efetividade. Como eu estava com febre procurei um hospital e fui atendido. Retornei ao hotel e a minha esposa teve licença dos EUA para ficar comigo, e fiquei na residência de pessoas amigas”, disse Queiroga.

Ele ainda afirmou que tomou “medicações prescritas pelo meu médico”. “É uma questão privativa, em algum momento podemos falar sobre isso”, disse, sem revelar quais remédios usou durante o período de infecção.

Sobre o episódio em que ele mostra o dedo médio a manifestantes contrários ao governo em Nova York, ele afirmou que é “da natureza humana termos falhas”.

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