Recordes diários de mortos fazem Rio viver semana mais letal da pandemia

De domingo a sábado, estado teve 1.603 óbitos provocados pela Covid-19

Familiares choram mortes de vítima de Covid-19 em enterro
Familiares choram mortes de vítima de Covid-19 em enterro Foto: Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo

Stéfano Salles, da CNN no Rio de Janeiro

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Com o recorde de 411 mortes provocadas pela Covid-19 registradas no sábado, o segundo em três dias, superando os 387 de 1º de abril, o estado do Rio de Janeiro atingiu sua semana epidemiológica mais letal. Neste período, foram 1.603 óbitos provocados pelo coronavírus no estado. O total supera o ápice que havia sido registrado na última semana de maio, quando 1.372 vidas foram perdidas para a doença em todo o território fluminense.

O Domingo de Páscoa trouxe outra marca triste: a capital do estado superou seu próprio recorde de pessoas internadas em leitos de terapia intensiva da rede SUS. São 731 pacientes, superando o número registrado no sábado, 717, o maior até então. E a demanda é ainda maior. Segundo painel da Secretaria de Estado de Saúde, havia até sábado 1.003 pessoas na fila de espera por um leito. Deste total, 696 para terapia intensiva. 

Esse número foi alcançado poucas horas após a inauguração do Hospital Estadual Doutor Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O equipamento público começou a funcionar com quase um ano de atraso: era um dos construídos pelo Instituto de Atenção Básica em Saúde (Iabas), organização social que, durante o governo de Wilson Witzel (PSC), afastado do cargo para responder a um processo de impeachment, ficou responsável pela construção de hospitais de campanha. 

O estado tem essa semana 27 cidades com bandeira roxa, de risco muito alto para a Covid-19. Todas as outras 65 estão avaliadas com a vermelha, de risco alto. Esses são os dois indicadores mais perigosos da classificação fluminense, que trabalha com uma escala de cinco níveis de ameaça pelo novo coronavírus.

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